Sistema trata até 25 mil litros de água por hora em granja de Vista Alegre
Tecnologia desenvolvida pelo Grupo Lazzarotto realiza tratamento, filtragem e desinfecção da água utilizada por 5,2 mil matrizes suínas
Quem trafega pela RSC-472, entre os municípios de Taquaruçu do Sul e Vista Alegre, pode observar uma das maiores estruturas de produção de matrizes suínas da região. Localizada na linha Piaia-Candaten, a Granja Balestreri, em Vista Alegre, abriga aproximadamente 5,2 mil matrizes e demanda diariamente entre 350 mil e 400 mil litros de água para abastecer os animais e atender às necessidades operacionais da unidade.
Para garantir a qualidade da água utilizada na produção, a propriedade conta com uma estação de tratamento desenvolvida pela Fluxo, empresa do Grupo Lazzarotto. O sistema realiza o tratamento da água captada em açudes, rios e outras fontes superficiais, transformando-a em água com padrão de potabilidade.
Segundo o empresário Rogério Carlos Lazzarotto, o processo de captação é semelhante ao utilizado em outras propriedades, mas conta com tecnologias próprias desenvolvidas pela empresa para aumentar a eficiência do tratamento.
“A água captada recebe produtos químicos e passa pelos processos de floculação e decantação. Em seguida, é encaminhada para uma torre de decantação desenvolvida pela nossa equipe, onde ocorre a separação da matéria orgânica e de outras impurezas presentes na água”, explicou.
Capacidade de tratamento
A estação instalada na Granja Balestreri possui capacidade para tratar entre 23 mil e 25 mil litros de água por hora. Conforme a necessidade da propriedade, o sistema pode receber módulos adicionais para ampliar a produção de água tratada.
A torre de decantação concentra os resíduos removidos durante o processo. O material sedimentado é direcionado para o fundo da estrutura, facilitando sua remoção e destinação adequada.
De acordo com Lazzarotto, o sistema também conta com um processo automatizado de adensamento e descarte de lodo. A operação ocorre por meio de válvulas automáticas que realizam a remoção do material por curtos períodos diários, minimizando perdas de água durante a limpeza da estação.
“O lodo gerado é encaminhado para leitos de secagem antes de receber sua destinação final. Isso permite que praticamente não haja desperdício de água durante a operação do sistema”, destacou.
Filtração e desinfecção
Após a etapa de decantação, a água segue para o sistema de filtragem, responsável pela remoção das partículas sólidas remanescentes. Os filtros utilizam leitos específicos capazes de reter impurezas de pequenas dimensões que não foram removidas na fase anterior.
Na sequência, a água recebe a aplicação de cloro para eliminação de microrganismos e agentes patogênicos, concluindo o processo de desinfecção.
Segundo o empresário, a combinação entre decantação, filtração e desinfecção permite que a água tratada alcance padrões de qualidade compatíveis com a potabilidade.
Operação automatizada
Toda a estação opera por meio de um sistema automatizado que integra bombas, dosadores de produtos químicos, filtros e válvulas de controle. Os equipamentos são monitorados por um painel de comando que coordena as etapas do tratamento e reduz a necessidade de intervenção manual. A automação também contribui para a padronização dos processos e para a manutenção da qualidade da água fornecida aos animais.
Atuação em diferentes estados
Com sede em Frederico Westphalen e atuação há duas décadas no mercado, o Grupo Lazzarotto mantém operações também em Caiçara e Itapiranga (SC), além de outros municípios no extremo norte gaúcho. A empresa fornece equipamentos e soluções para tratamento de água destinados à suinocultura, avicultura, propriedades rurais e empreendimentos de diferentes segmentos.
Além do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os sistemas desenvolvidos pela empresa são utilizados em outros estados brasileiros, atendendo demandas relacionadas ao abastecimento, tratamento e gerenciamento de recursos hídricos.
Fonte: Jornal o Alto Uruguai