Prefeitura de Caiçara e SEAPI reforçam ações para conter avanço do greening após segundo foco da doença no RS
Reunião definiu estratégias de monitoramento, fiscalização e orientação à população após a confirmação de um foco da doença no município
Resumo
- A Prefeitura de Caiçara e a SEAPI reforçaram, em 9 de julho, as ações de combate ao greening após a confirmação do segundo foco da doença no Rio Grande do Sul.
- Antes de Caiçara, o primeiro registro estadual havia sido confirmado em Palmitinho, levando o Estado a intensificar o monitoramento e a fiscalização na região.
- Equipes da SEAPI realizam inspeções em um raio inicial de 500 metros, que será ampliado para 2,4 quilômetros, além de orientar a erradicação de plantas infectadas.
- Saiba como o greening é transmitido, quais são os principais sintomas e as medidas recomendadas para evitar a disseminação da doença.
A Pefeitura de Caiçara, em conjunto com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (SEAPI) e a Emater, discutiu na última quinta-feira, 9, as medidas de enfrentamento ao greening, doença que afeta plantas cítricas. O encontro ocorreu após a confirmação de um foco da doença no município, o segundo registrado no Estado.
Estado intensifica monitoramento
O prefeito Zílio Roggia e o secretário municipal de Obras, Rogério Negri, participaram de uma reunião na sede da Emater de Caiçara com o extensionista rural Carlos Ruviaro, fiscais agropecuários, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas da SEAPI.
Durante o encontro, foram apresentadas as ações adotadas pelo Estado para conter a disseminação do greening, com destaque para o combate aos viveiros clandestinos, considerados um dos principais fatores de risco para a propagação da doença.
Os fiscais da SEAPI realizam inspeções em todas as propriedades localizadas em um raio de 500 metros do foco identificado. Após essa etapa, o monitoramento será ampliado para um raio de 2,4 quilômetros. Quando a doença é confirmada, os proprietários são orientados a erradicar as plantas infectadas.
Primeiros registros no Rio Grande do Sul
O primeiro foco de greening no Rio Grande do Sul foi confirmado recentemente em Palmitinho, após análise laboratorial da SEAPI. A ocorrência foi identificada em plantas cítricas localizadas na área urbana do município, levando o Estado a adotar protocolos de contenção, como inspeções em propriedades vizinhas, monitoramento do inseto transmissor e erradicação das plantas infectadas.
Poucos dias depois, a SEAPI confirmou um segundo foco da doença em Caiçara, também em um pomar doméstico localizado na área urbana. Com isso, as equipes estaduais ampliaram as ações de fiscalização e orientação aos produtores e moradores da região para evitar a disseminação da doença para áreas de produção comercial.
O que é o greening
O greening é uma doença bacteriana que atinge plantas cítricas, como laranjeiras, bergamoteiras e limoeiros. A transmissão ocorre por meio do inseto Diaphorina citri, que adquire a bactéria ao se alimentar de plantas contaminadas e a transmite para outras.
A doença provoca deformação dos frutos, redução da qualidade da produção, queda na produtividade e morte gradual das plantas. Não há tratamento para as árvores infectadas, porém a doença não representa risco à saúde humana. Embora esteja presente no Brasil desde 2004, os primeiros registros no Rio Grande do Sul ocorreram apenas neste ano.
Orientações à população
Até o momento, os casos foram identificados apenas na área urbana, em pomares domésticos. Entre os principais sintomas estão o amarelamento irregular das folhas e a deformação dos frutos. Em situações suspeitas, é realizada a coleta de material vegetal para análise laboratorial.
As agentes comunitárias de saúde também participam das ações de conscientização, auxiliando na identificação de possíveis casos e na orientação da população, em parceria com as equipes da SEAPI.
Como medida preventiva, a SEAPI recomenda que produtores e moradores adquiram apenas mudas com procedência comprovada, garantindo a rastreabilidade e a qualidade do material vegetal. Proprietários de pomares também devem monitorar regularmente as plantas para identificar possíveis sintomas.
Em caso de suspeita, a orientação é entrar em contato com a Inspetoria de Defesa Agropecuária do município ou com a equipe da SEAPI em Porto Alegre pelos contatos [email protected], (51) 3288-6294 e (51) 98608-7338. A Emater e as secretarias municipais de Agricultura também prestam apoio no atendimento às ocorrências.
Fonte: Jornal o Alto Uruguai