Edição Digital Terça, 11/08/2026 Ler agora
4331- Terça
Violência contra mulher

Ameaças lideram registros e agressões físicas crescem no início de 2026

Dados da SSP/RS apontam 126 ameaças e 68 lesões corporais entre janeiro e fevereiro

(Foto: Arquivo AU)
(Foto: Arquivo AU)

Os registros de violência contra a mulher na região indicam que os casos de ameaça seguem como principal ocorrência no início de 2026, acompanhados pelo crescimento das lesões corporais dentro do próprio bimestre. Dados da SSP/RS apontam 126 ocorrências de ameaça e 68 casos de lesão corporal entre janeiro e fevereiro.

Ameaça concentra maior volume de casos

As ameaças representam a maior parte dos registros na região e mantêm o padrão observado no ano anterior. Os maiores volumes estão concentrados em municípios como Palmeira das Missões, com 32 casos; e Frederico Westphalen, com 18; seguidos por Iraí, com 11. No recorte mensal, foram 65 ocorrências em janeiro e 61 em fevereiro, mantendo estabilidade no período.

Lesões corporais crescem no período

Os casos de lesão corporal apresentaram aumento dentro do bimestre. Foram 27 registros em janeiro e 41 em fevereiro, crescimento de aproximadamente 51%. Frederico Westphalen lidera com 16 ocorrências, seguido por Palmeira das Missões, com 15. Também se destacam Seberi, com 8 casos, e Jaboticaba, com 4.

Comparativo com 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas 143 ameaças e 77 lesões corporais, os dados de 2026 indicam redução no total de ocorrências, mas manutenção do padrão dos crimes mais frequentes. Em 2025, a região também registrou crimes graves, como um feminicídio consumado em Frederico Westphalen, uma tentativa em Planalto e um caso de estupro em Rodeio Bonito. Em 2026, não há registros desses crimes nos municípios analisados.

Monitoramento e prevenção

Os dados integram o acompanhamento sistemático dos indicadores criminais e subsidiam ações de policiamento e prevenção. A predominância das ameaças e o crescimento das agressões físicas dentro do período indicam a necessidade de continuidade das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Fonte: Jornal o Alto Uruguai