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Ministério Público
Reunião busca solução para crianças indígenas em FW
Criação de um local para o acampamento temporário das famílias pode ser implementada no município
Por: Douglas Cavalini
Publicado em: terça, 31 de agosto de 2021 às 17:51h
Atualizado em: terça, 31 de agosto de 2021 às 17:56h

Cena recorrente em Frederico Westphalen, crianças indígenas seguidamente são vistas em semáforos, restaurantes e em outros locais sozinhas pedindo dinheiro aos moradores. Para tentar encontrar uma solução e evitar que os menores de idade corram riscos, o Ministério Público de Frederico Westphalen promoveu uma reunião, na manhã desta terça-feira, 31, com representantes das comunidades indígenas da região, do poder público municipal, Brigada Militar, estação rodoviária e de supermercados do município.

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Segundo os representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), a maior parte dos indígenas que vem até o município é da Terra Indígena do Guarita, localizada em Tenente Portela e Redentora. Para o promotor de Justiça, João Pedro Togni, a presença dos indígenas não é o problema, mas sim o risco que envolve as crianças.


– São inúmeras crianças que ficam sem a assistência de seus responsáveis, pela rua, exercendo a mendicância. Isso acontece em vários locais, colocando essas em situação de risco pela sua conduta e omissão de seus responsáveis, caracterizando uma violação de seus direitos. É algo que já dura há muito tempo no município – explanou. 


Como medidas para solucionar a situação, a Funai se comprometeu em fazer um trabalho de orientação para as famílias indígenas, por suas próprias lideranças, para que as crianças não sejam abandonadas, alertando que as vendas de artesanatos podem ser feitas, desde que com a supervisão de um responsável.


Além disso, o poder público municipal se comprometeu a realizar, nos próximos 30 dias, um estudo para encontrar um local com infraestrutura elétrica e sanitária para abrigar temporariamente as famílias que vêm até o município vender artesanatos e que, atualmente, acabam ficando acampadas na rodoviária.
 

Fonte: Jornal O Alto Uruguai