Histórico

52 anos de excelência em informação e jornalismo

1966
Luiz Fernandes, um jovem vindo de Porto Alegre, no ano de 1965, em busca de seu sonho, encontrou-se com o empresário Vitalino Cerutti, que custeou a ideia de criação de um meio impresso em Frederico Westphalen, intitulado "Fernandes & Cia Ltda" criado juntamente com uma pequena gráfica. A escolha do nome do jornal semanal gerou várias sugestões, e o nome adotado foi a ideia do Padre Arlindo Rubert, com argumento de que o jornal teria circulação em toda a região. O nome é o mesmo que conhecemos hoje, "O Alto Uruguai". Luiz Fernandes ficou na direção do jornal até 1968, quando foi substituído por Breno Francisco Ferigollo. Também sob a responsabilidade do atual diretor, o "O Alto Uruguai" continuou como o principal meio impresso do município.
1968
Os dois anos que seguiram foram de intensa contribuição com a comunidade, liderando inúmeras ações e apoiando as iniciativas que promovessem o desenvolvimento econômico e social da região, como mostra a notícia sobre a 1ª Exposição Fotográfica da cidade. O expediente de 7 de janeiro de 1968 mostra a repercussão positiva destas ações que mobilizava mais colaboradores, orgulhosos de fazer parte do time que elaborava o jornal local. Em janeiro de 1968, o AU passa pela primeira mudança na sua direção. Luiz Fernandes assume novo desafio profissional no Paraná e em seu lugar assume o então acadêmico de Direito, Breno Francisco Ferigollo. Em 1968, a redação e oficina do jornal também muda de endereço, e se instala na rua do Comércio, no prédio da família Cerutti, ao lado do Cine Jussara, local onde funcionava uma fábrica de pregos.
1970
Em 1970, Rui Rissotto, que atuava na área comercial, assume a direção geral do jornal, contando com o apoio dos diretores Querino Candatem e Nilton Pedro Paloschi, e da redatora Roseli Locatelli. Neste ano, a empresa também adquire uma nova impressora, automática, que amplia a capacidade de produção, permitindo que o AU aumente o número de assinaturas. A década de 70 é marcada pelas limitações de um período de duras restrições à imprensa e a dificuldade em obter informações, como fica claro no desabafo do diretor Rui Rissotto no editorial publicado em julho de 1972.
1975
Em 1975, o AU ganha um importante reforço. O jovem Tarcísio Vendruscolo, que já atuava como revisor, responde também como editor-chefe. Em junho deste ano, o AU inova e passa a publicar o suplemento “Atualidades Agropecuárias”, fortalecendo seu compromisso com o homem do campo. Nesta época, a direção do jornal também se empenha em defender a reativação da Fersoja, como forma de incentivar o setor que enfrenta grandes dificuldades. Ainda em 1975, o diretor Rissotto, através da sua coluna no AU, mobiliza forças para duas importantes demandas para a época: a melhoria nos serviços de telegramas e a criação de um distrito industrial na cidade, dando voz e visibilidade aos pedidos da comunidade. Durante este período, o jornal foi palco de intensos debates políticos, agindo com coragem na sua luta pela democracia. Este envolvimento, ao mesmo tempo em que conquistava o respeito dos leitores, também provocava enorme desgaste, pois o jornal lutava contra todas as suas limitações, financeiras e de estrutura, e as represálias que sofria por engajar-se politicamente, posicionando e contra a ditadura militar.
1977
Em maio de 1977, assume a direção do AU Diunysio Cerutti, colaborador de longa data com artigos sobre ecologia, um tema bastante inovador para a época, demonstrando o perfil à frente do seu tempo do novo gestor do jornal. Uma das primeiras providências da nova direção foi montar uma eficiente estrutura de representantes regionais para ajudar na distribuição dos exemplares, bem como receber anúncios e comercializar assinaturas. Mesmo assim, não era nada fácil manter um jornal no interior. Um artigo publicado em setembro de 1977 descreve o desafio das empresas jornalísticas.
1978
Com a saída de Rizzotto da direção do jornal, assume o sócio Diunysio Cerutti, com o objetivo de reestruturar a empresa, que passava por dificuldades financeiras. Diunysio trouxe consigo Carlos Luiz Vendruscolo, intelectual e pensador, extremamente inteligente e dono de uma vocação grandiosa para a polêmica. Um momento glorioso para “O Alto Uruguai”.
1979
Em 1979, o professor e advogado Querino Candatem voltar a acumular as funções de consultor jurídico e de redator-chefe do semanário, do qual também era sócio. Este período também é marcado pela repercussão do trabalho do redator e colunista Carlos Luiz Vendruscolo. O jornalista Agostinho Piovesan, que atuava na rádio Luz e Alegria, passou a contribuir com uma coluna semanal e também com o envio de matérias. A equipe seguiu sua luta até que em 1983, com sérias dificuldades, o jornal deixa de circular por algumas edições, período necessário para que os diretores Vitalino Adjalmo Cerutti e Francisco Carlos Cerutti, que assumiram a liderança do semanário em 1982, pudessem fazer os ajustes necessários. O apoio de amigos e empresários da cidade tornou possível que na capa da edição do dia 25 de junho de 1983 a manchete principal fosse “Estamos voltando”, com o resumo do impacto que a ausência do O Alto Uruguai causou na comunidade. A decisão de superar os problemas e a crença no legado do trabalho até então realizado ajudou direção e colaboradores a terem força para darem importantes passos na modernização do jornal. Em março de 1987, as quatro primeira páginas foram impressas no moderno sistema “off set”, o que permitiu que o AU ampliasse o número de imagens nas suas páginas e entrasse de vez em uma nova etapa da sua história.
1990
Em 1990, Vitalino Adjalmo Cerutti deixa a direção do jornal e Francisco Carlos Cerutti, com o apoio da família, decide intensificar o processo de modernização do jornal, o qual já liderava. Neste período, ele passa a contar com a colaboração da esposa Isabel e da filha Patricia, que passa a coordenar a produção de conteúdo do jornal e a editoração. Novas editorias são criadas, como o caderno Variedades e outras, como o esporte, são ampliadas. A reorganização do jornal também acontece na área administrativa, com a contratação de funcionários e o aumento do número de exemplares, permitindo que o jornal novamente voltasse a circular com grande tiragem. Uma máquina impressora é importada da Alemanha, exigindo um grande sacrifício financeiro da empresa, mas permite revolucionar a qualidade de imagem do jornal. Em 1996, o jornal completa três décadas e, neste mesmo ano, no dia 23 de dezembro, circula com sua primeira página colorida, motivo de orgulho para a equipe da época, pois o AU foi um dos primeiros jornais do Estado a colorir suas páginas, antes mesmo do Correio do Povo.
1994
O sonho de importar uma máquina impressora, que possibilitasse qualidade e rapidez na impressão, tornou-se realidade. Foi um dos primeiros jornais do interior do Estado a ter sua impressão colorida, com a aquisição de uma nova impressora off-set, importada da Alemanha, a capa e contracapa passaram a ser coloridas. Produziam cerca de 1.200 exemplares
1995
Ano importante para o "O Alto Uruguai", período em que o jornal de maior circulação e tiragem do Médio Uruguai mudou totalmente sua infraestrutura. O jornal semanal passou a ter aproximadamente 3.300 assinantes, além de 200 exemplares de circulação avulsa, totalizando 3.500 exemplares espalhados por toda a região do Médio Alto Uruguai e várias cidades do Rio Grande do Sul e de outros Estados, como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Pará. Grande salto de assinantes, onde leitores, anunciantes, colunistas e colaboradores contribuíram para esse acontecimento
2000
Das 16 a 20 páginas publicadas por semana, ano a ano o jornal foi crescendo graças aos investimentos tecnológicos e a colaboração de novos profissionais. Na década de 90, o jornal também contrata jornalistas com dedicação exclusiva, que aos poucos vão mudando o padrão dos textos e da forma de apresentar as informações para os leitores. Mas o grande crescimento do jornal e sua consolidação com veículo de circulação regional foi a partir do ano 2000. A reorganização das editorias, com a ampliação do espaço para as notícias da região, novos colunistas e qualificação das reportagens foram percebidas pela população refletindo no aumento significativo do número de assinantes.
2004
Com o trabalho consolidado, em 2004 Patricia Cerutti deixa a coordenação da redação e os jovens Eduardo Cerutti e Rafael Cerutti passam a integrar a equipe, ajudando a liderar o jornal, prosseguindo com as ações de melhorias no então semanário.
2009
Em 2009, o jornal dá um importante passo na sua trajetória, tornando-se bissemanal, com edições nas quartas e sábados. Neste ano, nova mudança na gestão e Patricia Cerutti retorna à empresa para assumir a direção-geral, agora em conjunto com os irmãos Eduardo Cerutti e Leonardo Cerutti, que se dedicam à área Administrativa-Financeira e de Assinatura-Circulação respectivamente. Além das duas edições semanais, o AU reformula seu layout, cria novas seções e atrai novos assinantes e anunciantes, com a implementação de cadernos especiais.
2010
A partir de 2010, além das melhorias gráficas e de conteúdo, o jornal iniciou um trabalho de resgate da sua essência, realizando ações voltadas para comunidade, atitude que marcou seu início e que foi muito bem recebida quatro décadas depois. Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente em junho de 2010 o AU realiza a campanha de recolhimento de jornais velhos, arrecadando mais de duas toneladas de exemplares. Com a adesão de outras entidades parceiras nos anos seguintes a iniciativa cresce, levando o jornal a conquistar o reconhecimento da Assembleia Legislativa Gaúcha, que em 2013 que concede ao AU o troféu Pioneiras da Ecologia, sendo o único veículo de comunicação do Estado a receber este reconhecimento pelo seu envolvimento com a causa ambiental. A área cultural também recebe atenção especial do jornal que passa a promover ou apoiar eventos como shows, peças teatrais e apresentações circenses, como o espetáculo Casuo. Todas estas ações sempre contaram com diferenciais para os assinantes do jornal.
2013
Com a consolidação da edição das quartas-feiras é necessário dar um novo passo e em dezembro de 2013 o jornal tornasse totalmente colorido, atendendo à demanda dos anunciantes, que desde que o jornal passou a contar com algumas páginas coloridas, sempre expressavam à preferência pelas cores. Neste ano o jornal volta a contar com um editor-chefe, assumindo a função a jornalista Adriana Folle.
2016
“A sua vida é a nossa história”: essa foi a inspiração do conceito que simboliza os 50 anos do jornal O Alto Uruguai, comemorados em 2016. Ao pesquisar os exemplares no arquivo, para resgatarmos os principais fatos destas cinco décadas de trabalho, encontramos registros da vida de milhares de pessoas da nossa região, além da história de entidades, municípios e outras iniciativas que o AU viu nascer e foi, ano a ano, nas suas páginas, relatando cada passo dado, cada evolução. A celebração dos 50 anos do jornal O Alto Uruguai iniciou ainda no mês de janeiro, com a divulgação de uma série de documentários e reportagens especiais que resgataram a história do então semanário e transcorreu ao longo dos últimos doze meses numa sucessão de momento especiais, com homenagens, eventos e outras iniciativas que buscaram envolver toda comunidade nesta grande festa. Foram mais de 12 mil pessoas envolvidas nas programações, além das 112 páginas com conteúdo relacionado à programação e à história do AU e das pessoas que fizeram parte da trajetória. O documentário produzido pelo publicitário Fernando Sbeghen, apresentado na noite da festa do aniversário, e a Revista dos 50 anos, encartada na edição do dia 20 de fevereiro, revelaram belas histórias que trouxeram ainda mais significado para comemorarmos com tanta intensidade as cinco décadas de trabalho. Em setembro o AU conquista mais um grande motivo para celebração, veículo de comunicação foi agraciado com a primeira colocação no Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental, na categoria jornalismo impresso. Musical ABBA, 13 shows do Arena Pop Rock no fim de abril – entre eles a presença da lenda Marky Ramone, o primeiro artista internacional para a região –, Nando Reis, Roupa Nova, Scandurra e Nasi, do Ira!, Tenente Cascavel e Zé Ramalho foram alguns dos shows que marcaram as comemorações dos 50 anos do jornal O Alto Uruguai. Que contou também com o 1º Festival de Food Truck em FW.