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Rural
Morte de abelhas preocupa apicultores de Erval Seco
Mais de 100 colmeias, de diferentes localidades do município, teriam sido impactadas por algum defensivo agrícola
Por: Gustavo Menegusso
Publicado em: quinta, 26 de agosto de 2021 às 15:36h
Atualizado em: quinta, 26 de agosto de 2021 às 16:01h

A morte de milhares de abelhas em Erval Seco, somente neste mês, tem preocupado os apicultores do município não apenas pelo impacto ambiental, como também pelos prejuízos financeiros. Diante esse cenário preocupante, a Associação Regional dos Criadores de Abelhas (Arca) e a Agroindústria Rainha Alimentos organizaram um encontro na terça-feira, 24, na Câmara Municipal de Vereadores. O encontro contou com autoridades locais, entidades representativas do Meio Ambiente, Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Emater/RS-Ascar, Patram, cooperativas, apicultores e comunidade em geral.
Na ocasião, o proprietário da Rainha Alimentos e maior apicultor de Erval Seco, Elton Milton Weirich, relatou os prejuízos causados pela mortandade das abelhas em seus apiários. “Eu perdi cerca de 80 colmeias. Uma tristeza só ver todas elas morrendo. Todos os anos nós registrávamos algumas perdas, mas não tanto como dessa vez. Além da morte dos animais, também tivemos nossa produção comprometida, com uma estimativa de cerca de R$ 200 mil em prejuízos”, afirma o proprietário.
De acordo com Weirich, a mortandade deve ter ocorrido em razão da utilização indevida de defensivos agrícolas nas proximidades dos apiários. No encontro, vários outros apicultores também relataram perdas significativas de colmeias em diferentes localidades do município.

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Ações para evitar maiores prejuízos
Após um debate entre os apicultores e autoridades, buscando encontrar uma solução para amenizar os prejuízos, foi decidido que será constituída uma comissão com representantes da Emater, Cooper A1, Secretaria de Agricultura e apicultores para a confecção de uma cartilha orientativa sobre o uso de defensivos agrícolas nas propriedades rurais. “Nosso objetivo não é acusar ninguém, mas sim encontrar uma solução para esse problema”, ressalta Weirich.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai