Edição Digital Quarta, 12/08/2026 Ler agora
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Clima

Umidade invade casas gaúchas e exige cuidados para evitar mofo e doenças respiratórias

Temperaturas baixas e pouca ventilação favorecem o surgimento de fungos nas residências; especialistas recomendam medidas simples para reduzir os impactos dentro de casa

(Crédito: Divulgação)
(Crédito: Divulgação)
Resumo
  • O outono e o inverno no Rio Grande do Sul favorecem o aumento da umidade dentro das casas, causando mofo, cheiro forte e danos em paredes e móveis.
  • A falta de ventilação, o frio e hábitos como secar roupas dentro de casa contribuem para a proliferação de fungos e bolor.
  • A umidade excessiva pode agravar doenças respiratórias, principalmente em crianças, idosos e pessoas alérgicas.
  • Especialistas recomendam manter os ambientes ventilados, evitar excesso de vapor, usar desumidificadores e corrigir infiltrações para amenizar os efeitos da umidade.

Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, um problema comum volta a preocupar moradores do Rio Grande do Sul: a umidade dentro de casa. Paredes molhadas, cheiro forte, roupas úmidas e manchas de mofo se tornam frequentes nesta época do ano, especialmente em imóveis com pouca ventilação e incidência solar reduzida.

As baixas temperaturas levam muitas famílias a manter portas e janelas fechadas por mais tempo. O hábito ajuda a conservar o calor, mas também cria o ambiente ideal para a proliferação de fungos e bolor. A combinação entre frio, condensação e umidade elevada favorece o aparecimento do mofo em paredes, armários, tetos e móveis.

Além do desconforto e dos danos à estrutura da casa, a umidade excessiva pode trazer consequências para a saúde. Segundo especialistas ouvidos em reportagens publicadas no Estado, os esporos liberados pelo mofo podem agravar doenças respiratórias como rinite, bronquite e asma, principalmente em crianças, idosos e pessoas alérgicas.

Frio e condensação agravam o problema

Durante os meses mais frios, atividades simples do dia a dia ajudam a aumentar a umidade dentro das residências. Banhos quentes, preparo de alimentos e roupas secando em ambientes internos liberam vapor no ar. Quando esse vapor encontra paredes frias e janelas geladas, ocorre a condensação da água, formando gotículas e áreas úmidas.

No Rio Grande do Sul, o cenário é ainda mais intenso por causa das características climáticas do Estado, marcado por períodos prolongados de chuva e alta umidade relativa do ar durante o inverno.

Ventilação continua sendo a principal aliada

Especialistas apontam que uma das formas mais eficazes de combater a umidade é manter a circulação de ar dentro de casa, mesmo nos dias frios. Abrir janelas por alguns minutos diariamente ajuda a renovar o ar e diminuir o acúmulo de vapor nos cômodos. Ambientes como banheiro, cozinha e lavanderia exigem atenção redobrada, já que concentram maior produção de umidade. A recomendação é deixar esses espaços arejados após o uso e evitar o fechamento completo logo após banhos quentes.

Produtos e soluções ajudam no controle

Outra alternativa bastante utilizada nesta época do ano é o uso de desumidificadores, tanto elétricos quanto modelos mais simples com sílica, carvão ativado ou cloreto de cálcio. Os aparelhos ajudam a reduzir a umidade do ar e dificultam a formação de fungos.

Também há recomendação para o uso de tintas antimofo e impermeabilizantes em paredes mais vulneráveis. Em casos de infiltração, o problema deve ser corrigido na origem para evitar que a umidade volte a aparecer.

Dicas para reduzir a umidade dentro de casa

  • Abrir portas e janelas diariamente para circulação do ar
  • Evitar secar roupas dentro de ambientes fechados
  • Manter móveis afastados das paredes
  • Limpar sinais de mofo rapidamente com produtos adequados
  • Utilizar desumidificadores ou absorvedores de umidade
  • Verificar infiltrações, rachaduras e vazamentos
  • Priorizar ambientes com entrada de luz solar
  • Fazer manutenção periódica em telhados, calhas e paredes 

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Fonte: Jornal O Alto Uruguai