Edição Digital Terça, 09/06/2026 Ler agora
4276- Terça
Caso greening

Produção de citros em Palmitinho não tem foco comercial

Nesta terça-feira, 9, foi detectada presença de doença em pomar doméstico de propriedade localizada às margens da ERS-472

(Crédito: Prefeitura de Palmitinho)
(Crédito: Prefeitura de Palmitinho)
Resumo
  • Palmitinho registrou o primeiro foco de greening (HLB) em citros no Rio Grande do Sul, com confirmação do Mapa após análise laboratorial.
  • A doença foi identificada em um pomar não comercial, de cerca de cinco anos, após suspeita levantada por um fiscal da Seapi.
  • Após a confirmação, todas as plantas do pomar foram erradicadas com acompanhamento de técnicos da Seapi.
  • O município realiza ações preventivas, incluindo o monitoramento de propriedades próximas, para evitar a disseminação da doença, que afeta a produção de citros, mas não oferece riscos à saúde humana.

Repercutiu em âmbito nacional, a informação de que Palmitinho registrou o primeiro foco de greening (HLB) em plantas cítricas no Rio Grande do Sul. A confirmação foi divulgada na segunda-feira, 8, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após análises realizadas por laboratórios da rede oficial.

Sobre o caso, o secretário municipal de Agricultura de Palmitinho, Manoel Ney Sarmento (Nei Sarmento), esclareceu, em entrevista à reportagem do jornal O Alto Uruguai, que o município não possui pomares comerciais. Sarmento esclareceu que ao passar pelo pomar, um fiscal da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) desconfiou da saúde da planta e coletou amostra para análise.

– Na segunda-feira, 8, a doença foi identificada e na terça-feira, 9, já houve a divulgação nacional sobre o problema. É uma situação de alerta. Trata-se de um pomar jovem, de cerca de 5 anos, que não iria mais produzir dentro de uns 4 anos em virtude do greening. Na terça-feira fizemos a erradicação de todas as plantas do pomar, sempre acompanhados dos técnicos da Seapi – detalhou Sarmento.

Medidas adotadas

Sarmento esclareceu que, apesar do município não possuir foco comercial em citros, está adotando todas as medidas para evitar que o greening se propague para outros pomares ou municípios vizinhos. “Também fizemos um mapeamento das propriedades em um raio de 500 metros, para verificação de possíveis contaminações”, explicou o secretário.

Importante destacar que o greening é causado por uma bactéria transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri e afeta todas as espécies de citros. A doença não apresenta riscos à saúde humana, mas compromete a produção ao causar deformação dos frutos, redução da qualidade e queda da produtividade.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai