El Niño tem início e deve influenciar o clima no Rio Grande do Sul
Modelos climáticos indicam aumento da influência do fenômeno a partir do fim do inverno, com tendência de mais chuva no Sul do país durante o segundo semestre de 2026
Resumo
- El Niño já está configurado no Oceano Pacífico.
- Fenômeno deve se intensificar ao longo do segundo semestre de 2026.
- Rio Grande do Sul tem tendência de chuva acima da média.
- Impactos mais significativos são esperados entre o fim do inverno e a primavera.
- Em Frederico Westphalen, há previsão de precipitações acima da média histórica.
- Médias de chuva:
- Junho: 161 mm
- Julho: 151 mm
- Agosto: 106 mm
- Julho e agosto concentram a maior preocupação com volumes elevados de chuva.
- Iraí monitora a situação devido à influência do Rio Uruguai.
- Não há previsão de enchentes específicas neste momento.
- O cenário exige acompanhamento contínuo das condições climáticas e hidrológicas.
O fenômeno El Niño já apresenta condições oceânicas e atmosféricas compatíveis com sua instalação no Oceano Pacífico Equatorial e deve influenciar o clima no Rio Grande do Sul nos próximos meses. Os efeitos mais significativos são esperados para o segundo semestre de 2026 e o primeiro semestre de 2027, com reflexos no regime de chuvas e nas temperaturas em diversas regiões do Estado.
De acordo com a MetSul Meteorologia, o aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial vem sendo observado há várias semanas e os indicadores atmosféricos também demonstram o acoplamento necessário para a caracterização do fenômeno. A análise aponta que o El Niño deverá ganhar intensidade ao longo dos próximos meses, podendo atingir patamares fortes durante sua evolução.
Historicamente, episódios de El Niño estão associados ao aumento das precipitações no Sul do Brasil, especialmente entre o final do inverno e a primavera do ano de instalação do fenômeno. Também é comum a ocorrência de períodos mais quentes, maior frequência de temporais e episódios de chuva volumosa.
Na região de Frederico Westphalen, os prognósticos climáticos indicam tendência de precipitações acima da média durante o inverno. Dados compilados de vários institutos de meteorologia, apontam que a média histórica de chuva é de 161 milímetros em junho, 151 milímetros em julho e 106 milímetros em agosto. Conforme os modelos meteorológicos, os acumulados poderão superar esses volumes, principalmente em julho e agosto, à medida que o fenômeno se intensificar.
Segundo a MetSul, os impactos do El Niño variam de um episódio para outro e dependem da interação com diversos fatores atmosféricos. Por isso, não é possível estabelecer, neste momento, a ocorrência de enchentes específicas ou repetir cenários observados em anos anteriores. A previsão disponível indica apenas uma condição mais favorável para precipitações acima da média no Sul do Brasil durante os próximos meses.
Fonte: Jornal o Alto Uruguai, com informações da MetSul