Diploma de ensino superior no Brasil aumenta salário em 148%
Dados da OCDE revelam valores mensais quase três vezes maior que a média internacional
Resumo
- Relatório Education at a Glance 2025, da OCDE, revela que brasileiros com Ensino Superior ganham, em média, 148% a mais do que quem concluiu apenas o Ensino Médio, índice muito acima da média dos países da organização, de 54%.
- Apesar do retorno financeiro, o Brasil enfrenta desafios preocupantes: 24% dos universitários abandonam a graduação no primeiro ano e apenas 49% conseguem se formar até três anos após o prazo previsto.
- O país também está entre os que mais concentram jovens de 18 a 24 anos que não estudam nem trabalham, com taxa de 24%, quase o dobro da média da OCDE, de 14%.
- Diretora-geral da URI/FW, Elisabete Cerutti, destaca que a graduação transforma vidas e fortalece o desenvolvimento regional, ressaltando o papel das universidades comunitárias na formação de profissionais e na redução das desigualdades.
O relatório Education at a Glance 2025, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), traz números expressivos sobre o impacto da formação superior no país. Trabalhadores brasileiros com Ensino Superior ganham, em média, 148% a mais do que aqueles que têm apenas o Ensino Médio. Na média da OCDE, esse prêmio salarial é de 54%. A diferença acontece porque, no Brasil: apenas 24% dos jovens de 25 a 34 anos têm ensino superior completo, enquanto a média entre os países da OCDE é de 49%.
Um em cada quatro estudantes abandona a graduação logo no primeiro ano, uma taxa de 24%, quase o dobro dos 13% registrados entre as nações da OCDE. Mesmo três anos após o tempo previsto para conclusão do curso, apenas 49% conseguem se formar, ante 70% na média internacional. Há outro dado, a tecnologia e produtividade: apenas 16% dos concluintes brasileiros estão nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Em cursos dessas áreas, a taxa de conclusão é de apenas 38%.
O Brasil também figura entre os países com maior proporção de jovens de 18 a 24 anos que não estudam nem trabalham, os chamados "nem-nem". São 24% dos brasileiros nessa faixa etária, quase o dobro da média da OCDE, de 14%. Apenas Colômbia, África do Sul e Turquia registraram índices mais altos.
O papel do ensino superior
Para a diretora geral da URI/FW, Elisabete Cerutti, o Ensino Superior vai além da questão salarial e representa uma transformação na vida do estudante e de toda a sua comunidade. “A graduação não é apenas um diploma. É a oportunidade de desenvolver autonomia, visão crítica e capacidade de inovação. O aluno que chega à universidade aprende a se preparar para o futuro profissional, mas também para a vida. Nosso compromisso é oferecer as ferramentas para que ele não apenas entre, mas que conclua essa jornada com sucesso, preparado para os desafios do mercado de trabalho e para contribuir com o desenvolvimento da sociedade”, afirma Elisabete.
A diretora destaca que universidades comunitárias como a URI desempenham um papel estratégico para reverter o quadro de desigualdade apontado pelo relatório. "Estamos inseridos em uma região que depende do desenvolvimento do agronegócio e de diversas outras áreas importantes. A URI está comprometida com a formação de profissionais qualificados que possam atuar nessas áreas estratégicas, e também com a inovação e o empreendedorismo, como mostram nossos cursos e parcerias com o setor produtivo", reforça a gestora.
Conforme a instituição, a URI busca sempre o melhor a seus alunos, pois tem compromisso com a região. “Quando investimos na formação de um jovem, estamos investindo em toda a comunidade. Por isso, oferecemos estrutura de qualidade, laboratórios, projetos de extensão e parcerias que aproximam o aluno do mercado de trabalho. Queremos que o sonho do diploma se torne realidade para cada vez mais pessoas", finaliza a diretora.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai com informações da URI/FW