Edição Digital Terça, 11/08/2026 Ler agora
4331- Terça
Agricultura

Colheita do milho se encaminha para o final no RS

Área colhida já alcança 90% do total cultivado, com rendimento médio de 7,4 tonaledas por hectare

(Crédito: Emater/Divulgação)
(Crédito: Emater/Divulgação)

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão na Safra 2025/2026, refletindo o andamento das operações nas diferentes regiões produtoras. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira, 23, a área colhida já alcança 90% dos 803.019 hectares cultivados no Estado.

No período recente, o avanço das máquinas ocorreu de forma mais limitada devido às precipitações, especialmente na Metade Sul. A umidade elevada dos grãos e as dificuldades de tráfego nas lavouras acabaram restringindo o ritmo das atividades.

As áreas que ainda permanecem no campo correspondem, principalmente, a lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios. Essas áreas seguem em estágios reprodutivos ou na fase final de enchimento de grãos e foram beneficiadas pelas chuvas recorrentes desde meados de março, o que contribuiu para consolidar o rendimento médio estimado em 7.424 quilos por hectare. A projeção de produção total no Estado se mantém em 5.961.639 toneladas.

Milho silagem

No caso do milho destinado à silagem, a maior parte das lavouras já foi colhida. As áreas restantes continuam em fase reprodutiva, com bom acúmulo de biomassa favorecido pela umidade adequada do solo. A colheita atinge cerca de 87%, mas também enfrentou limitações no período em função da umidade elevada das plantas e do solo, o que dificulta o corte e pode comprometer a qualidade da fermentação do material ensilado. A área estimada é de 345.299 hectares, com produtividade média de 37.840 quilos por hectare.

Enquanto a colheita do milho segue de forma escalonada, com avanço semanal entre 3% e 5%, a soja apresenta ritmo mais concentrado e já entra na reta final. A cultura atinge 68% da área cultivada no Estado, estimada em 6.624.988 hectares.

Soja

Mesmo com avanço significativo, a colheita da soja também foi impactada pelas chuvas mais intensas na Metade Sul e irregulares nas demais regiões. As condições exigiram ajustes operacionais, como aumento do número de máquinas e ampliação das jornadas nos períodos de tempo firme. A produtividade média estadual é estimada em 2.871 quilos por hectare, com grande variação entre áreas, reflexo da distribuição irregular das precipitações ao longo do ciclo.

Feijão

A colheita da primeira safra de feijão também se aproxima do encerramento, com resultados próximos ao esperado na maioria das regiões. Nos Campos de Cima da Serra, principal polo produtor, restam apenas áreas pontuais de cultivares tardias. A produtividade média na região deve ficar abaixo de 1.200 quilos por hectare, com diferença expressiva entre sistemas irrigados, que alcançaram até 2.800 quilos por hectare, e lavouras de sequeiro, com rendimento entre 900 e 1.200 quilos por hectare. No Estado, a média projetada é de 1.781 quilos por hectare em uma área de 23.029 hectares.

Já as lavouras de feijão da segunda safra avançam para as fases finais do ciclo, com enchimento de grãos e início de maturação. A cultura apresenta bom desenvolvimento, favorecida pela umidade adequada e temperaturas mais amenas, mantendo potencial produtivo positivo. A área estimada é de 11.690 hectares, com produtividade média de 1.401 quilos por hectare.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações da Ascom Emater