Auditoria aponta uma década de deterioração financeira no HDP
Estudo identifica evolução do endividamento, déficits consecutivos e recomenda mudanças estruturais para recuperar a sustentabilidade do hospital
Resumo
- Crise de longa duração: Auditoria conclui que a situação do HDP é resultado de problemas acumulados ao longo da última década, com pior cenário em 2025.
- Déficit e endividamento: Hospital acumulou déficit de R$ 16,6 milhões em dez anos e possui dívida atual de R$ 23,7 milhões.
- Piora financeira: A partir de 2020, os indicadores se agravaram, culminando em prejuízo de R$ 7 milhões e 91% das dívidas concentradas no curto prazo em 2025.
- Recuperação: Relatório recomenda plano de equilíbrio financeiro, renegociação de dívidas, redução de despesas e fortalecimento da gestão e da transparência.
A auditoria independente contratada pela Prefeitura de Frederico Westphalen concluiu que a crise financeira e administrativa do Hospital Divina Providência é resultado de um processo de deterioração ao longo da última década, e não de um único período. O relatório analisou dados de 2015 a 2026 e aponta que 2025 concentrou os piores indicadores da série histórica.
Segundo o documento, o hospital acumulou déficit operacional em todos os últimos dez anos, somando perdas de aproximadamente R$ 16,6 milhões. A dívida atual é de R$ 23,7 milhões, enquanto o capital de giro permaneceu negativo durante todo o período, evidenciando dificuldades para honrar compromissos de curto prazo.
A auditoria destaca que a situação começou a se agravar a partir de 2020, com queda contínua dos indicadores financeiros. Em 2025, o HDP registrou prejuízo de cerca de R$ 7 milhões, patrimônio líquido negativo, 91% das dívidas concentradas no curto prazo e forte dependência de recursos públicos para manter o funcionamento.
O relatório também afirma que a intervenção municipal, iniciada em março de 2026, foi consequência da crise, e não sua causa. Entre as recomendações para recuperar a instituição estão a adoção de um plano de equilíbrio financeiro, renegociação de dívidas, redução de despesas, fortalecimento das receitas próprias e aprimoramento da governança e da transparência. Confira a matéria completa na edição impressa de sábado, 11.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai