14ª DPRI apura crimes em redes sociais e registra mais de 1,5 mil estelionatos digitais na região
Delegada Aline Dequi Palma detalha investigações sobre crimes contra a honra, golpes virtuais e ações de prevenção na região
Em meio ao aumento de ocorrências envolvendo crimes praticados em meios virtuais na região de abrangência da 14ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (14ª DPRI), a Polícia Civil tem intensificado ações de investigação e monitoramento de delitos em redes sociais e aplicativos de comunicação. Nesse contexto, a delegada Aline Dequi Palma concedeu entrevista ao jornal Alto Uruguai na sexta-feira, 8, para detalhar o trabalho desenvolvido pela unidade em casos recentes e o crescimento das demandas relacionadas a crimes digitais.
Segundo a delegada, o trabalho de investigação ocorre de forma contínua e envolve apuração de crimes praticados em ambientes digitais.
“É um trabalho que muitas vezes não aparece, mas que ocorre nos bastidores para a identificação dos responsáveis pelos delitos”, afirmou Aline Dequi Palma ao comentar a atuação da Polícia Civil na região.
Perfis anônimos e crimes contra a honra
Um dos casos citados envolve a investigação de perfis em redes sociais utilizados para a prática de crimes contra a honra em Caiçara. Conforme a delegada, a apuração ocorreu após o registro de diversas ocorrências.
“Foram recebidos vários registros de crimes contra a honra por meio desse perfil. Foi instaurado inquérito policial e, após investigação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão de equipamentos”, explicou a delegada sobre o andamento do caso.
Uso das redes sociais e atuação policial
A delegada destacou que o uso indevido das redes sociais tem sido objeto de atenção da Polícia Civil.
“As redes sociais não são uma terra sem lei. O que é crime no ambiente real também é crime no ambiente virtual”, afirmou Aline Dequi Palma ao tratar da responsabilização por condutas online.
Ela acrescentou que o núcleo de inteligência da 14ª DPRI atua no apoio às delegacias da região em investigações cibernéticas.
Aumento de golpes e estelionatos digitais
De acordo com os dados apresentados, a região registrou 1.534 ocorrências de estelionato e extorsão digital no período analisado. Entre os principais golpes estão fraudes em marketplaces, negociações de veículos e o chamado golpe do advogado.
A delegada explicou que a recuperação de valores em golpes digitais é limitada devido à dinâmica das transferências.
“Quando o dinheiro é transferido, ele passa por diversas contas e dificilmente é recuperado. Por isso, a orientação é não realizar pagamentos sem confirmação”, destacou Aline Dequi Palma ao tratar da dificuldade de ressarcimento às vítimas.
Orientações e prevenção
Aline Dequi Palma também destacou medidas preventivas.
“Quando há pressa excessiva ou urgência incomum na negociação, é importante desconfiar. O ideal é interromper e verificar as informações antes de qualquer transferência”, orientou a delegada.
Crimes contra a honra na região
Sobre crimes contra a honra, a delegada informou que há registros frequentes nas delegacias da região, tanto em perfis anônimos quanto em comentários em publicações. Segundo ela, parte dos casos exige investigação mais detalhada para identificação dos autores.
Ações preventivas e violência contra a mulher
Aline Dequi Palma também abordou ações de prevenção à violência contra a mulher realizadas pela 14ª DPRI. Conforme informou, foram promovidas atividades educativas e orientações sobre medidas protetivas e canais digitais de denúncia.
Ela citou ainda que o estado registra aumento de casos de feminicídio e destacou a necessidade de ações de prevenção.
“É um tema que precisa ser discutido continuamente. Não se trata apenas de proteção à mulher, mas também de conscientização dos homens sobre responsabilidade e limites nas relações”, afirmou a delegada ao abordar a prevenção da violência de gênero.
Atuação da Polícia Civil
A delegada concluiu destacando que a Polícia Civil mantém equipes especializadas para investigação de crimes cibernéticos e que os casos seguem sendo apurados conforme a complexidade de cada ocorrência.
Fonte: Jornal o Alto Uruguai