A PÁTRIA DE CHUTEIRAS OU a Pátria descalça
A Noruega ficou com a bola 70% do tempo, e os nossos atletas assistindo à troca de passes
Em todo o universo, o Brasil é reconhecido pela sua capacidade esportiva, máxime no Futebol. Prova disso, são os títulos conquistados e as taças no armário. Neste ano, travava-se UM CAMPEONATO MUNDIAL, com todas as televisões e rádios voltadas para o campo, onde duelavam e duelam as Seleções dos seus respectivos países. Logicamente, o Brasil figurava na linha de frente e a expectativa dos milhões de brasileiros eram otimistas. Pois é, como dizia o Barão de Itararé: "onde menos se espera, aí mesmo não sai nada". Foi o que aconteceu com nosso lendário futebol. Fomos eliminados por uma Nação 32 vezes menor que a nossa, uma tal de Noruega.
O que dói é que todos tinham avisado que o homem forte, o jogador alto que poderia desequilibrar o jogo, era um wiking de dois metros de altura, um centroavante perigoso e por demais conhecido. Todo o mundo sabia, exceto a nossa zaga. Pois o homem vem e marca duas vezes e elimina o Brasil, mandando nosso escrete para casa humilhado, cobrindo o país de tristeza e frustração. E abro mais um parêntesis: normalmente o choro do perdedor costuma culpar a arbitragem. E o que se viu? O juiz deu dois pênaltis para o BRASIL e ainda anulou um gol da Noruega... Nosso país foi apelidado de "A Pátria de chuteiras". O que se viu, foram atletas descompromissados, descalços, pisando num campo de rosetas, preocupados em não ferir a sola dos pés. Decisão de copa, de quatro em quatro anos, é oportunidade única. Deviam entrar com a faca entre os dentes, nas divididas devia saltar faísca, a disputa de bola como se fosse uma sacola de dinheiro. Vergonhosamente apáticos!
O comando do futebol é organizado por uma tal de CBF. Penso que para o futuro, os deputados deveriam acrescentar um parágrafo na Constituição: "Não só o Presidente da República, mas também o da CBF deveria ser eleito pelo povo." Nada contra nosso Técnico Ancelotti, que até é um treinador conceituado. Mas vejam o que ocorreu, após o Brasil ser desclassificado da competição mundial: renovaram o contrato do treinador para até 2030, com aumento de salário de 3 para R$ 5 milhões mensais...
E o que falar do Onze Canarinho que demonstrou uma garra e um interesse INCOMPREENSÍVEIS durante a partida mais importante do ano? A Noruega ficou com a bola 70% do tempo, e os nossos atletas assistindo à troca de passes. De outro lado, nossa feroz adversária, a Argentina, perdendo de 2 x 0, muda o placar para 3 x 2 em 15 minutos, exibindo a tradicional alma castelhana. Nossos atletas davam a impressão que, em vez de sangue, tinham água mineral nas veias. Nossos literatos escreviam: "A vida é um combate que os fracos abate..." E o Brasil parecia ter ido para a Copa, como turista, sem o mínimo comprometimento e responsabilidade de representar a Pátria. Em futebol, se perde e se ganha. Mas sair de campo, sem ter suado a camisa, esta seleção deveria ser proibida de vestir novamente a "canarinho". Tenho certeza que se tivessem mandado a Dupla Gre-Nal, o resultado seria outro. No mínimo, garra e determinação gaúcha sobrariam em campo. Agora, é derramar lágrimas e refletir. Para a próxima, que tenhamos mais patriotismo e brasilidade.
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