Edição Digital Quinta, 16/07/2026 Ler agora
4309 - Quinta
Envelhecimento

População idosa já supera 20% no RS e expectativa de vida chega a 76,5 anos

Dados também mostram aumento da mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares, principais causas de óbito no Estado

(Crédito: Envato)
(Crédito: Envato)
Resumo

Expectativa de vida: chegou a 76,49 anos no Rio Grande do Sul, sendo 79,63 anos para mulheres e 73,30 anos para homens.

Envelhecimento: pessoas com 60 anos ou mais já representam 20,6% da população, superando o percentual de jovens com menos de 15 anos (17,7%).

Mudança demográfica: a natalidade caiu e o crescimento vegetativo passou de 10,6 para 0,9 por mil habitantes entre 2000 e 2024.

Mortalidade: doenças cardiovasculares continuam como a principal causa de morte, seguidas por neoplasias e doenças respiratórias.

Vida mais longa, menos nascimentos e envelhecimento acelerado. O retrato demográfico do Rio Grande do Sul mostra um Estado que vive mais, mas cresce cada vez menos. A expectativa de vida chegou a 76,49 anos, enquanto a população com 60 anos ou mais já supera a de jovens com menos de 15 anos, evidenciando uma transformação que impacta áreas como saúde, previdência e mercado de trabalho.

Os dados constam na Nota Técnica 132, elaborada pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), que reúne indicadores sobre dinâmica populacional, expectativa de vida e mortalidade no Estado.

Expectativa de vida e envelhecimento

A expectativa de vida ao nascer no Rio Grande do Sul alcançou 76,49 anos no triênio 2022-2024. Entre as mulheres, o índice foi de 79,63 anos, enquanto entre os homens chegou a 73,30 anos, uma diferença de 6,33 anos entre os sexos.

O estudo também confirma o avanço do envelhecimento populacional. Em 2024, pessoas com 60 anos ou mais representavam 20,6% da população gaúcha, percentual superior ao de jovens com menos de 15 anos, que somavam 17,7%. A população estimada do Estado era de 11.229.915 habitantes.

Entre 2000 e 2024, o Rio Grande do Sul cresceu 9,4%, incorporando cerca de 960 mil habitantes. No entanto, nesse mesmo período, o número de idosos aumentou em mais de 1,2 milhão de pessoas, enquanto a população com menos de 15 anos diminuiu em 676.327 habitantes.

Menos nascimentos e crescimento menor

Os indicadores demográficos mostram uma desaceleração expressiva no crescimento populacional. A taxa bruta de natalidade caiu de 17,2 para 10,0 nascimentos por mil habitantes entre 2000 e 2024. Já a taxa bruta de mortalidade aumentou de 6,6 para 9,0 óbitos por mil habitantes.

Como consequência, a taxa de crescimento vegetativo — diferença entre nascimentos e mortes — despencou de 10,6 para apenas 0,9 por mil habitantes no período, refletindo um Estado com menor renovação populacional.

O levantamento também aponta que, no triênio 2022-2024, houve aumento da probabilidade de morte antes de completar um ano de vida em comparação ao triênio anterior. Entre os menores de um ano, as causas perinatais responderam por 54,1% dos óbitos.

Mortalidade

Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou 101.480 óbitos. As doenças do aparelho circulatório permaneceram como a principal causa de morte, respondendo por 24,6% dos registros. Na sequência aparecem as neoplasias (21,1%), as doenças do aparelho respiratório (12,1%) e as causas externas (8,1%).

Entre 2000 e 2024, a taxa de mortalidade por neoplasias aumentou de 127,4 para 190,6 óbitos por 100 mil habitantes. Entre pessoas com 70 anos ou mais, as doenças do aparelho circulatório continuam liderando as causas de morte, enquanto, na faixa de 50 a 69 anos, os cânceres passaram a representar a principal causa.

Já entre a população de 1 a 49 anos, as causas externas, como acidentes e violências, seguem como o principal motivo de morte. Elas representam 11,2% dos óbitos entre homens e 4,6% entre mulheres.

As doenças infecciosas e parasitárias, grupo que inclui a Covid-19, ocuparam a sétima posição entre as causas de morte em 2024, com taxa de 42,5 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2021, durante a pandemia, esse índice havia alcançado 276,3 por 100 mil habitantes.

Principais dados do estudo

  • Expectativa de vida: 76,49 anos (79,63 entre mulheres e 73,30 entre homens).
  • População idosa: pessoas com 60 anos ou mais já representam 20,6% dos gaúchos, acima dos 17,7% de jovens com menos de 15 anos.
  • População do Estado: 11.229.915 habitantes em 2024.
  • Natalidade: caiu de 17,2 para 10,0 nascimentos por mil habitantes entre 2000 e 2024.
  • Crescimento vegetativo: recuou de 10,6 para 0,9 por mil habitantes.
  • Óbitos em 2024: 101.480 registros.
  • Principais causas de morte: doenças circulatórias (24,6%), neoplasias (21,1%), doenças respiratórias (12,1%) e causas externas (8,1%). 

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações da Secom RS