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Decisão

Mulher acusada de matar cachorro com golpes de picareta em Porto Alegre é natural de Palmitinho

Suspeita de 32 anos foi solta após audiência de custódia e responderá em liberdade provisória por maus-tratos a 35 animais encontrados em situação precária

(Crédito: Reprodução)
(Crédito: Reprodução)

A mulher de 32 anos investigada por matar um cachorro com golpes de picareta, em Porto Alegre, é natural de Palmitinho. Ela foi solta na tarde da terça-feira, 5, após audiência de custódia, e responderá em liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Ela havia sido presa em flagrante na segunda-feira, 4, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, no bairro Aparício Borges, na zona leste da capital. A ação fazia parte da investigação que apura a morte do cão Branquinho, ocorrida em 9 de novembro de 2025.

O caso

O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens que supostamente mostram o momento em que a mulher agride o animal. Nos vídeos, que circulam nas redes sociais, ela aparece arrastando o cachorro pela coleira antes de desferir dois golpes de picareta na cabeça do cão.

Durante a operação, policiais civis encontraram 35 animais em condições consideradas precárias. Segundo a investigação, havia três cavalos, 24 galinhas, sete cães e um gato sem acesso adequado à água e alimentação.

– Havia um ambiente podre, insalubre. Um pastor alemão amarrado a uma coleira de não mais de 50 centímetros – relatou o delegado César Carrion, da 15ª Delegacia de Polícia Distrital de Porto Alegre.

Os animais foram recolhidos com apoio da prefeitura de Porto Alegre, da Guarda Civil Ambiental e da Empresa Pública de Transporte e Circulação. Cavalos e galinhas foram encaminhados para abrigo da EPTC, enquanto cães e gato ficaram sob responsabilidade da prefeitura para avaliação veterinária.

Prisão

A Polícia Civil já havia solicitado anteriormente a prisão preventiva da suspeita no curso da investigação sobre a morte de Branquinho, mas o pedido foi negado pela Justiça sob o argumento de que o fato ocorreu há cerca de seis meses. Um novo pedido foi apresentado após a operação desta semana, mas também acabou indeferido.

Na audiência de custódia realizada na terça-feira, a juíza Michele Scherer Becker concedeu liberdade provisória à investigada. Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a decisão levou em consideração o fato de ela ser ré primária e a possibilidade de eventual cumprimento de pena em regime mais brando, em caso de condenação.

Entre as medidas cautelares impostas estão o comparecimento mensal em juízo, manutenção de endereço atualizado, participação em acompanhamento psicológico e a proibição de manter qualquer animal sob sua guarda.

MPRS

Em nota, o Ministério Público do Rio Grande do Sul informou que se manifestou favoravelmente à prisão da suspeita durante a audiência, destacando a gravidade da situação e os indícios da prática de maus-tratos.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações da GZH