Golpe usa nome de advogados e dados da Justiça para roubar dinheiro
Com informações verdadeiras, criminosos conquistam a confiança das vítimas; Sicoob orienta como agir para não cair na fraude
Resumo
- Golpe usa dados reais: criminosos se passam por advogados e utilizam informações verdadeiras de processos judiciais.
- Cobrança indevida: vítimas são induzidas a pagar falsas taxas para suposta liberação de valores.
- Confirme antes de pagar: o Sicoob orienta verificar qualquer solicitação diretamente com o advogado ou escritório responsável.
- Desconfiança evita prejuízos: nunca compartilhe senhas ou códigos e confirme informações por canais oficiais.
A sofisticação dos golpes virtuais acompanha a velocidade da transformação digital. Entre as fraudes que mais cresceram nos últimos meses está o chamado golpe do falso advogado, uma prática que revela como organizações criminosas passaram a explorar informações públicas e a confiança depositada nas instituições para obter vantagens financeiras.
O funcionamento da fraude é relativamente simples, mas altamente convincente. De posse de dados extraídos de processos judiciais, os criminosos entram em contato com a vítima por aplicativos de mensagens ou telefone, apresentam-se como advogados ou representantes de escritórios jurídicos e comunicam a suposta liberação de valores decorrentes de ações judiciais. Em seguida, exigem pagamentos antecipados sob o argumento de custas processuais, tributos, taxas cartoriais ou honorários indispensáveis para a liberação dos recursos.
Informações reais aumentam a credibilidade da fraude
O elemento mais preocupante está justamente na credibilidade construída pelos golpistas. Ao mencionar nomes, números de processos e outras informações verdadeiras, conseguem reduzir a desconfiança e induzir decisões precipitadas. Trata-se de uma fraude que não depende apenas da tecnologia, mas da manipulação psicológica e do senso de urgência imposto à vítima.
Sicoob orienta cooperados a confirmar qualquer cobrança
Diante desse cenário, o Sicoob Oestecredi reforça que nenhum pagamento deve ser realizado sem confirmação direta com o advogado responsável pelo processo ou com o escritório oficialmente constituído. Da mesma forma, dados bancários, senhas, códigos de autenticação e chaves de segurança jamais devem ser compartilhados em contatos recebidos por telefone ou aplicativos de mensagens.
Desconfiar de pedidos urgentes, confirmar informações por canais oficiais e interromper qualquer negociação diante da menor dúvida são atitudes capazes de evitar prejuízos financeiros e emocionais.
Informação é a principal ferramenta de prevenção
A evolução das fraudes digitais demonstra que segurança deixou de ser apenas responsabilidade das instituições financeiras. Ela passou a depender também da informação, da cautela e da capacidade de reconhecer tentativas de manipulação antes que elas se transformem em perdas reais.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações da Sicoob