Frederico Westphalen reúne 26 municípios em treinamento sobre raiva e febre amarela
Evento reuniu equipes da Vigilância Ambiental, Epidemiológica e Atenção Primária à Saúde de toda a região
Resumo
Capacitação: Frederico Westphalen recebe profissionais de 26 municípios em treinamento promovido pela 2ª Coordenadoria Regional de Saúde.
Raiva: especialistas reforçam a vigilância da doença, destacando os morcegos como principais transmissores da raiva humana no Brasil.
Febre amarela: participantes recebem orientações sobre monitoramento de primatas e coleta de amostras para diagnóstico.
A presença de um morcego infectado ou de um macaco encontrado morto pode ser o primeiro sinal de doenças com potencial de atingir a população. Para garantir uma resposta rápida e qualificada diante dessas situações, profissionais da saúde de 26 municípios do Médio Alto Uruguai participaram, na terça-feira, 14, do Treinamento Teórico-Prático do Programa Estadual de Controle e Profilaxia da Raiva e Vigilância da Febre Amarela, realizado no auditório do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) – Campus Frederico Westphalen.
Promovida pela 2ª Coordenadoria Regional de Saúde (2ª CRS), a capacitação contou com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Frederico Westphalen e reúne profissionais da Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária à Saúde para atualizar conhecimentos e fortalecer as ações de prevenção, vigilância e resposta às principais zoonoses de interesse em saúde pública.
Raiva continua em vigilância
Um dos principais focos da programação foi a atualização sobre a vigilância e o controle da raiva, doença que segue sendo motivo de atenção no Rio Grande do Sul. Conforme explicou a médica veterinária da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/SES), Gabriela Orosco Werlang, desde 2003 os morcegos passaram a ser os principais transmissores da raiva humana no Brasil.
Segundo a especialista, o vírus circula em diferentes espécies de morcegos, tanto em áreas rurais quanto urbanas. No campo, a doença pode provocar prejuízos à pecuária e perdas econômicas. Já nas cidades, representa risco para animais domésticos, principalmente gatos, devido ao comportamento predador, além do potencial de transmissão para seres humanos.
Atenção às epizootias
A programação também contemplou a vigilância da febre amarela, com treinamento voltado às epizootias em primatas não humanos. Os participantes receberam orientações sobre como proceder diante da identificação de macacos mortos ou doentes, incluindo os protocolos de notificação e as técnicas de coleta de amostras biológicas destinadas ao diagnóstico laboratorial. A identificação precoce desses casos é considerada fundamental para o monitoramento da circulação do vírus e para a adoção de medidas preventivas pelas equipes de saúde.
O treinamento integra as ações do Programa Estadual de Controle e Profilaxia da Raiva e Vigilância da Febre Amarela e busca qualificar os profissionais que atuam na linha de frente da vigilância em saúde nos municípios.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações da Ascom FW