Coronel Alexandre Moreira Pereira assume Defesa Civil de FW
Entre as novidades está o aprimoramento da estrutura municipal e do planejamento para desastre, além da ampliação das ações de prevenção junto à comunidade
Resumo
- Novo comando: Alexandre assume a Defesa Civil.
- Reestruturação: Órgão terá atuação mais técnica.
- Prevenção: Ações serão ampliadas na comunidade.
- Planejamento: Plano de contingência será atualizado.
A Defesa Civil de Frederico Westphalen inicia uma nova etapa de organização, com foco no fortalecimento das ações de prevenção, preparação e resposta a situações de emergência. O trabalho será conduzido pelo coronel Alexandre Moreira Pereira, que assumiu recentemente como encarregado do órgão municipal e pretende utilizar a experiência acumulada ao longo da carreira para ampliar a capacidade de atuação no município.
Em entrevista ao jornal O Alto Uruguai, o coronel destacou que a nova função representa uma mudança em relação ao período em que esteve na estrutura estadual, principalmente pela proximidade com a população. Antes de assumir o novo desafio, ele atuou por quase oito anos na coordenação regional da Defesa Civil do Estado, período em que participou do atendimento a diferentes desastres.
A trajetória profissional começou na Brigada Militar, em fevereiro de 1992. Durante a carreira, grande parte da atuação esteve ligada ao policiamento operacional, incluindo o comando do 37º Batalhão de Polícia Militar (37º BPM), em Frederico Westphalen.
– É uma oportunidade muito bacana da gente servir a comunidade – afirmou ao comentar a experiência na Defesa Civil e o retorno ao serviço público após passar para a reserva. Segundo Alexandre, a atuação municipal envolve contato ainda mais direto com os moradores e amplia a responsabilidade de oferecer respostas adequadas diante das necessidades locais.
Reestruturação busca tornar atuação mais técnica
Entre as primeiras demandas encontradas pelo novo responsável esteve a continuidade dos procedimentos relacionados ao evento climático registrado em 21 de julho. O coronel Alexandre explicou que auxiliou no processo para obtenção dos reconhecimentos estadual e federal da situação de emergência. A medida possibilitou, entre outros efeitos, que trabalhadores atingidos solicitassem o saque calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Superada essa etapa inicial, a intenção da administração municipal é avançar na reestruturação do órgão. Conforme o coronel, a proposta é tornar a Defesa Civil técnica e profissional, com uma equipe capaz de atender tanto às demandas técnico-administrativas quanto às necessidades operacionais que surgem imediatamente após um desastre.
Outra medida prevista é a disponibilização de um número de celular específico da Defesa Civil Municipal para contato com a comunidade e com a imprensa. Atualmente, o órgão funciona no Centro Administrativo 2, mas a necessidade de um espaço maior também está sendo avaliada diante da estrutura projetada para o serviço.
Prevenção deve chegar às escolas e à comunidade
A aproximação com os moradores será uma das frentes do trabalho. Diante da ocorrência de vendavais, tempestades, granizo e chuvas intensas, a Defesa Civil pretende ampliar a divulgação de orientações sobre como agir antes e durante diferentes eventos adversos.
Entre as iniciativas previstas estão a elaboração de folhetos, panfletos e cards com informações específicas para cada tipo de situação. O conteúdo deverá ser distribuído à população como forma de fortalecer a cultura de prevenção.
O planejamento inclui ainda atividades nas escolas municipais, estaduais e particulares. A intenção é trabalhar a educação para a Defesa Civil desde a infância, preparando as crianças para reconhecer riscos e saber como agir diante de uma emergência.
Plano de contingência deverá ser aprimorado
Embora a atuação durante uma emergência seja a face mais conhecida do órgão, o coronel Alexandre ressaltou que boa parte do trabalho ocorre justamente nos períodos sem desastres. É nesse momento que são realizados estudos, preparação e planejamento das ações que deverão ser executadas quando uma ocorrência acontecer.
Frederico Westphalen já possui um plano de contingência, mas, conforme o responsável pela Defesa Civil, o documento precisa ser aprimorado. O planejamento reúne os recursos disponíveis no município e estabelece procedimentos para diferentes cenários de desastre, considerando inclusive situações de maior gravidade.
Entre os exemplos citados estão acidentes com grande número de vítimas e eventos climáticos capazes de deixar dezenas de famílias fora de suas residências. O planejamento deve prever desde o acionamento dos órgãos responsáveis e a disponibilidade de ambulâncias até os locais adequados para receber pessoas desabrigadas.
A estrutura para acolhimento, segundo o coronel Alexandre, precisa considerar condições adequadas de salubridade e espaços para diferentes necessidades das famílias. Por isso, o planejamento antecipado é considerado fundamental para que as providências não precisem ser definidas somente após a ocorrência do desastre.
Integração entre órgãos fortalece resposta
A atuação conjunta entre instituições será outro ponto considerado essencial nessa nova etapa. Para Alexandre, a Defesa Civil depende da integração entre município, Estado, forças de segurança e demais órgãos envolvidos no atendimento à população.
Ele citou a experiência de Frederico Westphalen em situações anteriores, quando Brigada Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil atuaram de maneira integrada. “A Defesa Civil somos todos nós”, ressaltou durante a entrevista.
O Corpo de Bombeiros segue como uma das principais referências imediatas para a comunidade em situações de emergência. Materiais como lonas ficam disponíveis junto à corporação, que mantém equipes em funcionamento 24 horas e consegue iniciar o atendimento enquanto os demais órgãos se mobilizam.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai