Agricultura familiar responde por 40% da produção agropecuária do RS
Dados da Emater/RS-Ascar e do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar evidenciam a força das pequenas propriedades na produção de alimentos e na economia gaúcha
No Dia do Agricultor, celebrado nesta terça-feira, 28, a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar do Rio Grande do Sul ganha ainda mais evidência. Responsáveis pela maior parte das propriedades rurais do Estado, os agricultores familiares desempenham papel estratégico na produção de alimentos, na geração de renda e na manutenção das comunidades do meio rural.
Dados
De acordo com dados do Censo Agropecuário 2017, compilados pela Emater/RS-Ascar, o Rio Grande do Sul possui 293.832 estabelecimentos classificados como agricultura familiar, número que representa 80,5% das propriedades rurais gaúchas. Desse total, 87,8% são administradas por homens e 12,2% por mulheres. A informação foi divulgada nesta terça-feira, pelo jornal Correio do Povo.
Informações do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) mostram que, até 1º de julho, haviam sido emitidos 199.600 cadastros no Estado. Destes, 193.719 pertencem a produtores dedicados à agricultura, pecuária e outras atividades agropecuárias, enquanto o restante está vinculado à silvicultura, ao extrativismo e à pesca artesanal. O levantamento também aponta 165.189 mulheres e 197.573 homens cadastrados, além de 42.835 jovens entre 16 e 29 anos, demonstrando a presença das novas gerações no campo.
Fetag
O secretário executivo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Kaltor Prestes, destaca que a agricultura familiar deverá responder por aproximadamente 40% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) gaúcha em 2026. A projeção para o Estado é de R$ 102,7 bilhões, dos quais cerca de R$ 41 bilhões serão gerados pelos produtores familiares.
Embora representem cerca de um quarto dos imóveis rurais do Rio Grande do Sul, os agricultores familiares são responsáveis por uma parcela significativa da riqueza produzida no campo. Conforme Prestes, esse desempenho demonstra a elevada produtividade das pequenas propriedades, que seguem como base da produção de alimentos e do fortalecimento da economia regional.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações do Correio do Povo