AEFW manifesta contrariedade ao aumento do ICMS
Entidade, junto com a Federasul, alertou que com a nova alíquota haverá perda de competitividade das empresas gaúchas e queda no poder de compra do consumidor
O envio de um projeto de lei por parte do governador Eduardo Leite (PSDB), propondo o aumento na alíquota básica do Imposto Sobre Circulação de Bens e Serviços (ICMS) – que poderá passar de 17% para 19,5% –, mobilizou o setor empreendedor do Estado, contrário à majoração do tributo. Em Frederico Westphalen, a Associação Empresarial ACI/CDL (AEFW) emitiu uma nota manifestando o posicionamento da entidade, alertando sobre as graves consequências para a economia gaúcha e para a população.
Membros da diretoria da AEFW também participaram da sessão do Legislativo de FW na terça-feira, 21, para explanar a preocupação do setor produtivo e pedir apoio dos vereadores junto aos deputados estaduais e federais. Os edis manifestaram engajamento com o pleito, já sinalizando com ações para sensibilizar deputados para votar contra o aumento.
No comunicado exposto pelos representantes da AEFW, uma das críticas é em relação ao impacto direto sobre o consumo, tornando os produtos gaúchos mais caros para os consumidores, resultando na redução do poder de compra da população. A perda da competitividade das empresas também foi mencionada pela associação empresarial. Confira abaixo a nota oficial da AEFW!
ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE FREDERICO WESTPHALEN – ACI/CDL
Frederico Westphalen, RS, 21 de novembro de 2023.
Mais ICMS significa menos empregos e mais inflação
A Associação Empresarial ACI/CDL de Frederico Westphalen, representando mais de 500 empresas de Frederico Westphalen, juntamente com a FEDERASUL, entidade que congrega todas as associações empresariais do Estado, vem a público manifestar sua contrariedade ao aumento da alíquota de ICMS, passando de 17 para 19,50%, proposta pelo governo do Estado.
Esta estratégia tributária aumentará o custo de vida da população gaúcha, reduzirá a nossa capacidade competitiva, além de impactar na economia de forma direta, com a redução do poder de consumo dos gaúchos.
Pedimos que a classe política atue na raiz do problema que é a alteração do texto federal e impedindo que a proposta de aumento de impostos prospere. Acreditamos ainda, alinhados a Federasul, que uma alíquota menor, como provado num passado recente, promova mais geração de riquezas, investimentos e maior arrecadação!
Em nome da classe empreendedora pedimos que as lideranças políticas locais sensibilizem seus deputados estaduais e federais para que tomem medidas para impedir este novo aumento de impostos, sobrecarregada com sucessivas crises e aumento de cargas tributárias, e busquem uma solução de redução do custo da máquina Estatal, com mais eficiência e foco no que é o essencial, educação, saúde e segurança pública.
Diretoria da AEFW
Fonte: Jornal O Alto Uruguai