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Papo em família
Papo em família

Sou Graziella Damo Fontoura, 42 anos, resido em FW. Formada há 18 anos em Serviço Social pela Universidade Regional Integrada-URI. No blog conversaremos sobre a dinâmica familiar e suas rotinas, educação em relação aos filhos, como ser uma mulher e mãe de família entre outros assuntos que envolvem o cotidiano das famílias atuais.

Por que com o passar dos anos nos tornamos mais seletivos?

Estaríamos nos tornando pessoas antissociais?

Tags: felizes, mundo, afeto, gratidão, valores, família, filhos, comportamentos, estilos, amizades, pessoas, seletivos.

Publicado em 15/06/2018, última alteração em: 15/06/2018 16:24


É incrível como vamos mudando a nossa forma de ser e ver as pessoas e ou situações com o passar dos anos. Quando crianças, quanto mais amigos e mais brincadeiras, melhor. Um aglomerado de pessoas nessa fase é a melhor coisa do mundo! Na adolescência é a nossa fase de descobertas e de aceitação nos grupos e turmas que vamos formando. Também, quanto mais pessoas e amigos tivermos, melhor!! Na fase adulta, entre os 25 e 30 anos vamos perdendo um pouco essa vontade de estarmos em todos os lugares. Já não queremos mais chamar tanto a atenção. Os estilos começam a ser selecionados.

Mas, após a constituição da própria família, do nascimento dos nossos filhos, aí sim nos tornamos seletivos mesmo! Mas estaríamos nos tornando pessoas antissociais? Ou nos isolando do mundo? Não... Simplesmente passamos a nos valorizar mais enquanto pessoas. Os nossos amigos passam a ser contados nos dedos e os nossos valores, atitudes e estilos mudam de viés. Passamos a conviver mais com a nossa própria família e estamos sempre atentos no comportamento de nossos filhos. Geralmente realizamos um feedback quando os nossos filhos têm um certo posicionamento e o comparamos quando éramos naquela fase. Muito legal isso, pois mesmo com toda a mudança social e tecnológica, ainda conseguimos reconhecer outros valores neles que eram importantes para nós também.

Eu, por exemplo, passei a ignorar tudo o que não me faz bem. Passei da fase de “engolir sapos”. Isso para mim atualmente é falta de respeito e amor próprio. Geralmente em um grupo seletivo, quando as pessoas têm atitudes de “empoderamento pessoal”, que venham ferir os meus princípios, já a considero uma “mal-amada”. Sim! Esse tipo de pessoa não gosta nem de si mesma, é muito mal resolvida, mas nem por isso somos obrigadas a aguentar a falta de respeito dela.

Nesses momentos, com exatidão podemos perceber que a forma como nos comportamos é o reflexo da nossa personalidade, da nossa forma de ser e não toleramos mais carregar o fardo que não nos pertence. De acordo com o posicionamento de uma conhecida, nos vêm a seguinte pergunta: O que você faz quando eles te tratam mal? – Eu me trato bem e vou embora!!!!

É bem isso nessa nova fase!!! Passamos a nos dar o devido valor que merecemos, pois afinal, já carregamos uma bagagem de experiências e não toleramos mais a falta de respeito e ingratidão! Mas o melhor de tudo nessa fase da vida, é que passamos a demonstrar o nosso afeto com mais precisão. Eu, por exemplo, sempre acreditei que todas as pessoas nascem boas, pessoas do bem... Mas, muitas vezes, por ironia do destino, acabam selecionando um caminho que as tornam más e instáveis. O que fazer diante dessas situações? Exponha o teu ponto de vista sobre o fato, mas não se preocupe se isto está agradando o outro ou não. Isso passa a se tornar uma questão de consciência. Ela sempre irá lembrar. E você sendo correto lembrará da boa ação que fez a ela.

Mas voltando um pouco mais para a fase seletiva, é impressionante como os nossos gostos e estilos mudam. Passamos a aperfeiçoar outra gastronomia. Passamos a ingerir somente aquilo que faz bem para a nossa saúde. E os nossos estilos comportamentais passam a ser menos ousados e impreterivelmente queremos conhecer o mundo. Importante lembrar, que na medida do possível, os nossos investimentos financeiros passam a ter outra prioridade. Investir em nós mesmos. Já passamos daquela fase de querer “juntar dinheiro” para ter um imóvel, carro, etc... Investimos no nosso bem-estar. Até mesmo porque já estamos na fase dos 40 e poucos e não conseguiremos ter tanta energia futuramente, para aproveitar com prazer as coisas boas que a vida nos oferece. Devemos sim nos preocupar com o futuro dos nossos filhos e com a nossa “terceira idade”, mas não podemos deixar de viver o nosso hoje, pois o amanhã não sabemos se o teremos.

Trouxe à tona esse assunto hoje, pois a cada dia que passa, vejo que estou me tornando uma pessoa diferente. Para mim, como uma pessoa melhor, para o outro não sei... Também não tenho interesse em saber. O meu interesse é que todos fiquem bem e felizes diante do que conquistaram e estimo muita sabedoria para os jovens de hoje alcançarem um futuro melhor. Um ótimo fim de semana a todos! E muitos beijos de luz!

 

 

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