Papo em família
Papo em família

Sou Graziella Damo Fontoura, 42 anos, resido em FW. Formada há 18 anos em Serviço Social pela Universidade Regional Integrada-URI. No blog conversaremos sobre a dinâmica familiar e suas rotinas, educação em relação aos filhos, como ser uma mulher e mãe de família entre outros assuntos que envolvem o cotidiano das famílias atuais.

Eu e você somos as melhores mães do mundo!

Nunca mais poderemos pensar em nós mesmas em primeiro lugar

Tags: família, mães e filhos, Dia das Mães, as melhores mães, mãe, mulheres, papo em família.

Publicado em 11/05/2018, última alteração em: 11/05/2018 14:38 por Graziella Damo Fontoura.


Essa semana fiquei pensando na publicação do blog, em como abordar no meu texto a melhor definição do que é ser mãe. Enfim, pensamentos e significados sobre o que seria ser mãe não me faltaram, porém, coincidentemente, nessa mesma semana o meu filho mais velho me disse: “Mãe, tenho uns temas de língua portuguesa, que você terá que fazer... Aproveite mãe e faça um texto bem lindo para eu elevar a minha nota!!!”. Nesse momento improvisado e descontraído pensei comigo mesma: “Mas como? A mãe ter que fazer uma tarefa escolar para o filho?”. Enfim, sem muitos questionamentos peguei o caderno e fui fazer a leitura da tarefa designada pela professora. O enunciado era assim: Você e sua mãe devem ler “juntos” a crônica “A melhor mãe do mundo”. Após, ela escreverá a opinião dela a respeito do que leu.

Então, para a minha surpresa, a crônica era da escritora Martha Medeiros, do livro Doidas e Santas, o qual estimo e me identifico com todos os textos publicados. Começamos a leitura pelo título e atentamente fui lendo em voz alta e tivemos a participação, na escuta do texto, do meu marido e filho mais novo. Nossa!!! Como eu gostaria de falar pessoalmente para a professora que designou a tarefa (e que no início achei um tanto abusiva), do bem que ela nos fez... Sim... Foi um momento único de reflexão com toda a família e, principalmente, eu, no papel que desempenho enquanto mãe. Não há sentimento melhor e maior no mundo do que ser mãe, embora o texto enfatize que todas as mães, com suas diferentes formas, de diferentes contextos, são todas excelentes nos papéis que desempenham. E olha que não fomos preparadas para sermos mãe, e sim filhas, mas que no momento em que recebemos esta dádiva, percebemos o quão a vida é de importante, após termos os nossos filhos.

Uma frase citada na crônica que considero realista, é que ser mãe é a única categoria em que não há segundo lugar, todas as mães são campeãs, somos bilhões de “as melhores” espalhadas pelo planeta. Ao menos, as melhores para os nossos filhos, que nunca tiveram outra. Isso materializa que embora talvez não consigamos atender a todas as tarefas e expectativas impostas por nossos filhos e sociedade, mesmo errando muitas vezes, tudo o que fizemos vem do nosso coração, da nossa intuição de mãe, de que naquele momento a melhor atitude ou opinião tomada era aquela. E que os nossos filhos não terão outras mães, a não ser nós mesmas, do jeito que somos, com as nossas limitações, frustrações e desejos de proporcionarmos o melhor para eles.

Um fato importante e que a crônica frisa, é de que “nunca mais poderemos pensar em nós mesmas em primeiro lugar”. Que nunca mais teremos a liberdade de sair pelo mundo sem dar explicações para ninguém... É, isso é fato, e real... No momento em que nos tornamos mães, antes de pensarmos em sair de casa, para qualquer situação que seja, primeiro pensamos nos nossos filhos, tais como com quem deixar? O que vai comer? Será que conseguiremos nos ausentar? Entre outras situações... Isso define que em nossos pensamentos eles serão os primeiros, e por conta disso, não podemos muitas vezes fazer o que gostaríamos, mas que no fundo, mesmo deixando de lado o que gostaríamos de fazer por nós, e estar preocupados e perto deles, é a melhor coisa do mundo.

Sem perceber nos damos conta, ou temos a impressão de que a nossa vida própria acaba sempre “pausada”. Priorizamos os nossos filhos e os filhos do mundo para quaisquer decisões cotidianas. Por exemplo, se tenho um compromisso agendado, seja ele qual for, se o meu filho queixar-se de uma dor qualquer, cancelamos o compromisso e ficamos junto a ele. Até na gestação e amamentação pausamos... Não deixamos de beber vinho? Sim... Então, sempre estaremos sujeitas a parar algo para atender aos nossos filhos.

Como mãe, o texto enfatiza, que muitas vezes erramos um pouquinho todo dia por amor e por cansaço. Isso sim é verdadeiro, muito verdadeiro! Mesmo querendo acertar erramos por proteger às vezes além da conta, mas que o nosso coração nos leva a isso, e por cansaço, devido à intensidade de atividades que possuímos no nosso dia a dia, e que muitas vezes nos encontramos sozinhas para executar. Mas, mesmo cansadas não deixamos de ser mãe e devemos “tentar acertar” todos os dias um pouquinho, na educação dos nossos filhos.

Por fim, e com um carinho imenso de mãe, fica o meu agradecimento à professora, que foi muito criativa e intuitiva na tarefa, que além de nos aproximar ainda mais dos nossos filhos, fez com que nesse momento coletivo de leitura pudéssemos perceber o quão é importante sermos mãe e que independente dos nossos erros ou acertos, o melhor de tudo é termos os nossos filhos por perto. Seja no nosso coração, nos nossos pensamentos e em nossas atitudes. Embora criamos os nossos filhos para a vida independente e para o mundo, eles são parte de nós, dos nossos ensinamentos e nossas atitudes! Eles são o reflexo do que produzimos e reproduzimos no seio familiar.

 Um abençoado e feliz Dia das Mães para todas as mamães do mundo!!!

 

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