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Chegando aos 50, e agora?   
Chegando aos 50, e agora?  

Vamos aprender a amadurecer juntos?

Por seis meses – de setembro a fevereiro – estarei falando sobre o corpo e a mente da mulher a partir dos 50. Voilá!

Por Lana Campanella

Sexo na maturidade: 50 tons de liberdade e outros tantos

A idade não muda o interesse por sexo – mesmo com o estrógeno em baixa -, ou seja, quem já gostava e achava fundamental aos 20, 30 anos, continuará achando o mesmo aos 50

Tags: pessoas, amor, emoções, experiência, namorados, sentimentos.

Publicado em 13/12/2019


Culpar a menopausa e seus sintomas pela falta de desejo, às vezes, é negar um passado onde a libido nunca foi o ponto alto e o sexo esteve em segundo plano. Sabemos que a queda de hormônios ocasiona menos lubrificação da vagina, altera a vitalidade e mexe com a libido. Com os homens maduros, os problemas com a próstata ocasionam disfunção erétil, sem falar nas questões envolvendo incontinência urinária que transformam os momentos íntimos em cenas constrangedoras. Contudo, atualmente, esses sintomas são perfeitamente tratados e não são mais desculpa para deixar de ir para cama.

 

Frequência sexual

A idade não muda o interesse por sexo – mesmo com o estrógeno em baixa -, ou seja, quem já gostava e achava fundamental aos 20, 30 anos, continuará achando o mesmo aos 50. Por isso, é tão importante entender o ritmo do casal, ver se o nível de desejo se iguala em intensidade e frequência para que não ocorram desgastes, traições e rupturas. Não há regras na frequência sexual para indicar que um casal está feliz ou infeliz, embora ocorram mudanças de acordo com a idade e outros fatores (libido, saúde, estilo de vida). De acordo com um estudo do Instituto Kinsey para Pesquisas em Sexo, Gênero e Reprodução, nos Estados Unidos, a frequência de relações sexuais por ano de acordo com a faixa etária é:

- De 18 a 29 anos: 112 (em média, três encontros por semana).

- De 30 a 39 anos: 86.

- De 40 e 49 anos: 69.

O casamento também influência diretamente na frequência sexual: 34% dos casados têm relações entre duas e três vezes por semana, 45% têm algumas vezes por mês e 13% apenas algumas vezes por ano. Normal? Definitivamente não! A rotina diminui a chama se a sensualidade e a intimidade não forem alimentadas, pois ninguém vive só de cumplicidade e carinho, para isso existem as amizades. O grande desafio é continuar desejando com o passar do tempo.

 

Como apimentar a relação a dois

- Prepare um jantar romântico, com cardápio leve, bebidas selecionadas, mesa bem-posta e boa música. Perfume a roupa de cama e invista em novas lingeries.

- Na intimidade, sugira uma massagem a meia luz com óleos à base de sândalo, jasmim e rosa.

- A troca de mensagens picantes durante o dia são o ingresso para uma noite de prazer, mas é claro.... Não adianta brincar com quem não sabe descer para o play!

- Pense duas vezes antes de gastar com outra (o), de bar em bar, a procura do que já tem em casa. Use esse dinheiro para uma viagem a dois, para incrementar o guarda-roupa dele ou pagar a plástica tão sonhada por ela, pois o investimento servirá para os dois.

 

Para sanar algumas dúvidas em relação às mudanças do corpo, libido e tratamentos, o jornal O Alto Uruguai entrevistou o médico ginecologista Marcelo Cerutti Audino.

AU - A menopausa afeta a libido da mulher?

Marcelo Cerutti Audino – De uma maneira geral sim. A menopausa acarreta uma queda drástica na produção hormonal ovariana, especialmente de estrogênio e testosterona, o que interfere negativamente no aspecto da sexualidade, erotismo e satisfação. Além disso, a atrofia genital, caracterizada por ressecamento vaginal e afinamento dos pequenos lábios, habitualmente provoca dor e desconforto às mulheres, tendo, portanto, papel importante nessa piora dos fatores envolvidos na sexualidade, após a menopausa.

 

AU - Existe tratamento para aumentar a libido?

Audino – Depende. É necessário, em um primeiro momento, definir claramente as causas envolvidas em uma eventual diminuição da libido e do desejo feminino. A menopausa não pode carregar sozinha a responsabilidade de uma vida sexual insatisfatória. Considero mais justo afirmar que a falta dos hormônios ovarianos entra nesse complexo mecanismo de regulação da libido, em conjunto com muitos outros fatores, estando estes presentes, muitas vezes, bem antes da entrada na menopausa. A reposição hormonal clássica, mesmo em baixas doses, devolve com muita eficácia o adequado trofismo à vagina, impedindo o ressecamento da mucosa, a perda de vascularização e até mesmo alguma incontinência urinária. Não tem papel claro sobre o aumento no desejo. Já a testosterona, outra modalidade de tratamento hormonal, em casos bem selecionados pode ter melhor resposta em relação à libido, quando comparada à terapia hormonal tradicional. Entretanto, as incertezas sobre possíveis e irreversíveis efeitos indesejados a médio e longo prazo, durante o uso da testosterona, não autorizam os ginecologistas a prescreverem deliberadamente esta medicação, de maneira responsável, e com respaldo na literatura médica. Importante ressaltar, ainda, o papel relacionado à manutenção da autoestima e do adequado manejo emocional, para enfrentar as mudanças esperadas para este período.

 

AU - Quais as principais mudanças no corpo da mulher ao chegar aos 50 anos?

 

Audino – As modificações observadas no corpo da mulher após a menopausa também são decorrentes do declínio da produção hormonal ovariana. É comum ocorrer perda de massa óssea, com aumento no risco de fraturas, perda de massa muscular e aumento na adiposidade, ganho de peso e flacidez, ressecamento importante na pele e cabelos, atrofia urogenital significativa, causando especialmente dor durante a relação sexual.

Outras mudanças observadas dizem respeito à piora na qualidade do sono, piora de quadros depressivos pré-existentes e, especialmente, a queixa mais comum: os fogachos. Estas sensações de calor, acompanhadas às vezes de sudorese e rubor, provocam grande prejuízo na qualidade de vida das mulheres e incidem em, no mínimo, na metade das pacientes menopausadas.

 

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