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Vamos aprender a amadurecer juntos?

Por seis meses – de setembro a fevereiro – estarei falando sobre o corpo e a mente da mulher a partir dos 50. Voilá!

Por Lana Campanella

Fisioterapia do assoalho pélvico: o treino que empodera

Para desmistificar esse assunto, convidamos a colaborar com a coluna os profissionais da Clínica Riabilitare

Publicado em 11/11/2019, última alteração em: 11/11/2019 20:21


 

 Fisioterapia do assoalho pélvico: o treino que empodera

Vai chegar um dia em que receberemos uma ficha de treino onde constem, além dos exercícios tradicionais para braços, abdômen e pernas, outros relativos ao assoalho pélvico, importante teia muscular que sustenta órgãos como útero, ovários, bexiga e intestino nas mulheres e próstata nos homens. A importância em reforçar essa área ainda é vista com estranheza ou tabu de forma que as pessoas deixam de procurar tratamento para incontinência urinária e fecal, dor nas relações sexuais e impotência por desinformação ou preconceito, sendo mister destacar que não há nada de sexual no tratamento.

Para desmistificar esse assunto, convidamos a colaborar com a coluna os profissionais da Clínica Riabilitare, Adrieli Pivetta (mestre em Enfermagem e especialista em Acupuntura), Caroline Helena Lazzarotto de Lima (fisioterapeuta e especialista em Saúde da Mulher, com formação em Fisioterapia Pélvica e mestre em Ciências da Reabilitação) e Fabrício Foltz Bordignon (fisioterapeuta e especialista em Fisiologia do Exercício e Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica).

 Climatério X menopausa: como aliviar os sintomas

Climatério é o nome dado ao período do ciclo vital feminino que se inicia por volta dos 40 anos e se finda aos 60. Simboliza o fim da fase reprodutiva da mulher para a fase não reprodutiva, tendo como seu principal marco a famosa “menopausa”, suspensão da menstruação, em decorrência de alterações hormonais. É uma fase considerada “complicada” em muitos aspectos, pois repercute diretamente na vida pessoal, social, psicológica e física da mulher. Dentre os sintomas mais citados pelas mulheres e que interferem negativamente na sua qualidade de vida destacam-se as ondas de calor, insônia, vertigem, nervosismo, depressão, fadiga e cefaleia. Da mesma forma, a osteoporose e perda da massa muscular global também se tornam mais evidentes em mulheres nesta faixa etária. Nota-se, então, um aumento do risco de quedas e fraturas, diminuição da mobilidade e funcionalidade destas mulheres, predispondo a lesões musculoesqueléticas, sedentarismo, obesidade e demais morbidades. Não menos importante, no climatério, observa-se o aumento das alterações na sexualidade feminina, uma vez que o déficit hormonal (hipoestrogenismo), característico desta etapa, pode resultar em disfunções sexuais como diminuição da libido (desejo sexual), vaginismo (contração involuntária da vagina), dispareunia (dor antes, durante ou depois do ato sexual) e decréscimo na lubrificação vaginal que, por sua vez, afetam o desempenho sexual e a sexualidade. Associado a isto, a perda de massa muscular (atrofia), que ocorre também nos músculos do assoalho pélvico (musculatura responsável pela continência urinária, fecal e sexualidade) pode predispor a incontinência urinária, fecal, comuns dentre as mulheres após os 50 anos, mas que de forma alguma podem ser consideradas normais ou naturais. Diante disto, a especialidade da fisioterapia pélvica busca tratar e, acima de tudo, prevenir disfunções deste grupo muscular tão importante e pouco comentado, através de técnicas e aparelhos específicos, enfatizando o autoconhecimento, o reforço muscular e consciência corporal. A fisioterapia, através de suas variadas abordagens busca melhorar a qualidade de vida destas mulheres, não apenas tratando problemas de ordem musculoesquelética, mas favorecendo o empoderamento e estimulando-as a serem mais saudáveis.

 

  •          Fisioterapia – Ciência que trata através do movimento, pode auxiliar na prevenção e tratamento destas alterações através de variadas técnicas, que englobam terapia manual, cinesioterapia global para ganho de flexibilidade, equilíbrio, coordenação e força muscular, tanto no solo quanto na água (hidroterapia), de forma a auxiliar a mulher a vivenciar da melhor maneira este período.

 

 

Para as mulheres maduras, a acupuntura pode auxiliar na prevenção e/ou no alívio dos sintomas indesejados típicos da menopausa, como fogachos (populares calorões), distúrbios do sono e do humor, libido (desejo sexual), retenção de líquido, cansaço e dores em geral. É considerada uma prática complementar, que não substitui uma avaliação médica ou medicamentos, mas que possui como vantagem a ausência de efeitos colaterais e proporcionar um bem-estar geral, independente do motivo pelo qual a paciente procura.

 

  •          Acupuntura – A acupuntura e suas atividades complementares, como a auriculoterapia e ventosaterapia, tem origem na Medicina Tradicional Chinesa e possui como foco o equilíbrio energético e bem-estar, voltado sempre ao indivíduo e não às suas patologias, o que permite sua atuação também na prevenção de desconfortos.

 

Riabilitare

Rua Presidente Kennedy, 1216, Centro, Frederico Westphalen (RS).

 

 

 

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