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Olá humanos, Paulo Henrique Cadoná aqui. Pedagogo de 23 anos, que acredita em uma educação com pilares sólidos, em uma cultura e arte capazes de transformar, dar cor e sabor à vida. É sobre isso que falo, essa é minha bandeira... Chega junto!

CANTINHO DO PENSAMENTO: Adequado ou não?

Será que o cantinho do pensamento é eficaz na educação dos filhos?

Tags: amor, família, Filhos.

Publicado em 13/04/2019, última alteração em: 13/04/2019 12:09 por Paulo Henrique Cadoná.


Hey, olá! Já vou dizendo que não concordo com o cantinho do pensamento e vou explicar os porquês.

Primeiro é necessário responder duas perguntas importantes: Você usa o cantinho do pensamento para que seu filho reflita sobre o que fez ou porquê você deseja instantaneamente que ele pare de lhe incomodar pois você já está de saco cheio?

Bem, nem um e nem outro são eficazes. Usar o cantinho do pensamento como forma de castigo, punição, aprendizagem... Olha, um tiro no próprio pé! Você está fazendo tudo com a criança, menos educando-a.

Colocar a criança para refletir no cantinho do pensamento fará com que ela pense em tudo, menos em seus atos. Ela irá pensar na cor da parede, na textura do tapete/piso, pensará em formas de sair dali, também na fome que está sentindo... vai pensar que você a odeia, pode até pensar em formas de se vingar de você e quantos pensamentos mais ela puder. Dependendo da idade da criança, ela não irá refletir sobre seus atos, muito menos ali. Tudo o que você conseguirá é TALVEZ uns minutos de paz e deixar a criança bem triste, sem entender muito bem o que significa aquilo e/ou bastante irritada.

E caso você esteja mandando seu filho para o cantinho para que ele lhe dê um tempo, bem, o incômodo pode até cessar naquele momento, mas as consequências continuarão ou piorarão na adolescência. Tudo depende da forma como você trata a criança nesse momento de birra.

São nesses momentos de frustração da criança que ela mais precisa de você para entender e assimilar tudo o que está acontecendo. E o que geralmente é feito?

- Vá já para o cantinho do pensamento pensar no que você fez!

Justo nesses momentos você condiciona o seu amor, isola a criança e a deixa sozinha, desorientada, sentindo que você só gosta dela quando ela cumpre com o que você pede. Isso é amor incondicional? Não, tampouco uma forma saudável de educar.

E O PIOR, se você tratar o cantinho do pensamento como castigo (sim, a criança interpretará dessa forma) você estará passando a ideia de que pensar/refletir não é algo bom. Pensar é castigo, pensar é chato, refletir é chato. E depois, lá na frente, muito provável que refletir sobre os seus atos seja algo fútil para ela.

O que você deve fazer primeiro é respirar, não dar nem um chilique na frente da criança, pois ela irá lhe copiar e agir da mesma forma posteriormente. E se ela já age assim, preste atenção: Você é o adulto, dê o exemplo e mude este hábito, ela notará e, aos poucos, dialogando, percebendo sua postura, mudará também a dela.

Entenda que você estará alterado(a) naquele momento de raiva, estará de cabeça quente e pode gritar com a criança, deixando-a assustada e em estado de confronto contigo... ou muito, muito triste e sem entender muito bem seus sentimentos naquela hora. Respire, diga ao seu filho algo como: “Estou muito zangado(a) com o que você fez, vou me acalmar e depois vamos conversar.” Cuide com as palavras que você usa neste momento e cuide o tom da sua voz. Demonstre sim que você está bravo(a), zangado(a), mas não ao ponto de perder a cabeça, pois isso é pior, a criança enxergará um monstro em você, depois ela cresce e você se pergunta “Por que meu filho se distanciou de mim? ”. A criança precisa sentir que família é amor incondicional, amor em todos os momentos e com todos os sentimentos, inclusive os de raiva e tristeza.

Assim que você estiver mais calmo(a) volte e converse com a criança.

Abordarei os momentos de birra e castigo em outra postagem, quanto ao cantinho do pensamento... a criança não precisa ter um cantinho específico para pensar. Ela deverá refletir sobre seus atos em qualquer lugar, onde sentir-se confortável. Pensar em suas ações, negativas e positivas é muito importante para ela, para seu desenvolvimento e não deve ser interpretado como castigo, como um momento que ela ficará no tédio, com raiva dos pais, “pensando no que fez” por tantos minutos by Super Nanny.

Sente-se junto dela, a acolha e ajude-a entender o motivo pelo qual o que ela fez é errado. “Você fez tal coisa, eu me zanguei com isso. Você sabe por que não se deve fazer isso?...” Dialogue, abrace, mas não desconte sua raiva na criança... Exploda sua raiva em outro lugar e não em alguém.

Por hoje é isso, vamos ter muitos cantinhos de pensamentos por aí, inclusive este seu aqui, agora que está lendo isso! Desejo um ótimo dia, obrigado por ler. Te espero em um próximo post.

 

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