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Unopar nº 9
Papo em família
Papo em família

Sou Graziella Damo Fontoura, 42 anos, resido em FW. Formada há 18 anos em Serviço Social pela Universidade Regional Integrada-URI. No blog conversaremos sobre a dinâmica familiar e suas rotinas, educação em relação aos filhos, como ser uma mulher e mãe de família entre outros assuntos que envolvem o cotidiano das famílias atuais.

Você se ama? Então cuide-se!!!

 Prevenir é melhor que remediar!

Tags: pessoas, amor, família, exames, medicina, mamografia, mulheres, prevenção, saúde.

Publicado em 12/10/2018, última alteração em: 12/10/2018 23:32 por Graziella Damo Fontoura.


Hoje a matéria do blog é especialmente para as mulheres que se amam, se cuidam e, acima de tudo, instruem as demais sobre os cuidados básicos em relação a sua saúde. E aproveitando o mês alusivo ao combate ao Câncer de Mama (Outubro Rosa), convidei uma amiga muito, mas muito especial, que foi minha colega no ensino médio, hoje médica ginecologista e mastologista com título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia, a querida Estela Gelain Junges Laporte, para colaborar com a matéria.

Apresentando rapidinho a vocês, a Estela sempre foi uma menina muito destemida, amada e arteira, cujas qualidades a tornaram essa grande mulher, mãe e profissional, que atua em Minas Gerais. Natural de Iraí, município vizinho de Frederico Westphalen, a qual deixou a sua marca e muitas saudades do tempo em que éramos jovens.

Então, para quem acredita que a melhor atitude contra o câncer é a prevenção, segue a matéria para que possamos nos instruir e nos cuidar cada vez mais. Uma ótima leitura e um excelente fim de semana.

Beijos de Luz!!!

Você sabia que o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, depois do câncer de pele não melanoma? Sim... Sua incidência aumenta com a idade e a cada ano temos visto um número maior de mulheres acometidas por essa doença. Apenas 5-10% são hereditários. Sendo assim, 90-95% dos casos podem acometer qualquer pessoa, independente de ter história familiar da doença ou não. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para o ano de 2018 é de 59 mil novos casos da doença só no Brasil.

A mamografia é o exame de escolha para fazer o rastreamento. Em alguns casos, pode ser necessário associar outro tipo de exame de imagem para complementar a avaliação, como a ultrassonografia ou a ressonância magnética de mamas. Não há necessidade de se ter medo de realizar mamografia. Dependendo do tamanho e densidade da mama pode ser um pouco desconfortável, mas é totalmente tolerável a realização do exame. Também não existem dados consistentes que associem a mamografia com câncer de tireóide ou algum outro tipo de câncer radioinduzido. A mamografia é um exame seguro, de baixo custo, que apresenta uma alta sensibilidade, e é o único exame que diminui a mortalidade por câncer de mama.

A recomendação atual, baseada no último consenso de especialistas de agosto de 2017, realizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), pacientes de baixo risco devem realizar mamografia anual dos 40 até pelo menos os 74 anos de idade. Pacientes de alto risco para câncer de mama, geralmente devem iniciar o rastreamento mais cedo, e precisam ser avaliadas individualmente de acordo com o caso, para definir a idade ideal.

 

A mamografia pode detectar um tumor de mama até 2 anos antes de ele se tornar palpável, tornando o diagnóstico muito mais precoce. Um tumor não palpável praticamente descarta a necessidade de retirada da mama (mastectomia), possibilitando assim uma cirurgia conservadora, com melhor resultado estético, menor impacto psicológico e, principalmente, mantendo a autoestima da mulher. Nos casos em que isso não é possível, sendo necessária a retirada da mama, salvo em alguns casos, tem-se a opção de realizar a reconstrução mamária, tanto imediata (no momento da retirada da mama) quanto tardia (algum tempo depois da primeira cirurgia). Esses procedimentos de reconstrução são cobertos pelos planos de saúde, bem como pelo SUS.

A mama tem um significado enorme para nós, é parte do que nos torna femininas e únicas na nossa essência. Faz parte da nossa sexualidade, da nossa identidade como mulher, como mãe. O câncer de mama assusta, dá medo, mas é uma doença tratável, e quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de cura e preservação da mama.

Tenha tempo pra você! Se examine, se conheça, se informe ao máximo, não tenha medo de procurar ajuda se identificar algo errado, o medo atrasa diagnósticos! Conheça os sinais de alerta, consulte com seu médico de confiança, faça mamografia anualmente, se cuide.

Faça isso não apenas por você, mas pelas outras mulheres, por aqueles que você ama... Faça isso não só em outubro, faça o seu ano rosa.

 

Colaborou

Estela Gelain Junges Laporte

Médica Ginecologista e Mastologista com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Febrasgo / Título de Especialista em Mastologia pela SBM / Título de Atuação em Mamografia pelo CBR

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