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Embarque imediato com Daiane Schröder
Embarque imediato com Daiane Schröder

Daiane Schröder
Natural de São Sepé, reside em Frederico Westphalen desde 2017. Produz conteúdo sobre experiências de viagens e turismo pelo mundo.
Bacharela em Direito, graduanda em Relações Públicas e pós-graduanda em Influência Digital.
Contato: [email protected]

SOB O SOL DA TOSCANA

Cortona - Itália

Tags: embarque imediato, blog de viagem, viajar, experiências de viagens, história, turismo, Europa.

Publicado em 09/07/2018, última alteração em: 10/07/2018 02:57


O filme.

Cercada por muralhas, com vestígios de herança etrusca e romana, do século V a.c... Cortona, uma cidadela na Itália, tornou-se mais conhecida quando a escritora Frances Mayer publicou seu livro Sob o sol da Toscana, que mais tarde tornou-se um filme aclamado pelo cinema mundial. Envolvida pela história real contada nesta comédia romântica protagonizada pela atriz Diane Lane (olha a coincidência no nome), fui em busca dos locais em que foram gravadas as cenas, conhecer a Villa de Bramasole (Brama + Sole: Aspirar, desejar o sol!) e entender as paisagens que Frances viu e que a encantaram.

Embarquei em um trem em Florença, uma hora e meia depois desci na estação Camucia e de lá, subi os 600 metros de altitude em uma van por 10 minutos até o centro histórico.

Andando em direção a Piazza della Republica, vai encontrar museus e igrejas com obras de arte, lojas de vinhos, produtos a base de olivas, artesanatos, galerias de arte e restaurantes...

Aguçe o olhar para cada beco... 

Palazzo Comunalle na Piazza della Republica.

Coma sorvete de chocolate com pedacinhos de amêndoas...

Observe a simplicidade nos detalhes, como as cestinhas com flores...

À esquerda: a Chiesa di San Francesco, que guarda relíquias de São Francisco e uma parte da Santa Cruz. 

Para chegar até a casa da escritora, foi preciso encarar uns 3km, pedi informações e não sabiam, a minha hipótese é que o pessoal tenta preservar o sossego da morada da escritora, não divulgando o endereço... Mas subi o morro... sem mapa, sem informação... só na intuição. Uma hora eu ia achar a casa...

Depois descobri que fiz o caminho mais longo, passei pelos pontos abaixo e voltei pelo outro lado (o que deveria ter ido).

Nem uma viva alma no caminho... Até que, lá estava ela tão harmoniosamente pertencente àquela paisagem:

Esta é a verdadeira casa, onde tudo aconteceu. A casa que aparece no filme, se chama Villa Laura e foi usada somente para fins fictícios e funciona como hotel hoje: https://www.luxuryretreats.com/vacation-rentals/italy/tuscany/cortona/villa-laura-112033

“(...) havia essa casa respeitável perto de uma estrada romana, com uma muralha etrusca (etrusca!) surgindo no alto da encosta do morro, uma fortaleza dos Médici ao alcance do olhar, uma vista do monte Amiata, uma passagem subterrânea, cento e dezessete oliveiras, vinte ameixeiras e uma quantidade ainda indefinida de abricós, amêndoas, maçãs e peras. Perto do poço, algumas figueiras perecem vicejar. Ao lado da escada da frente há uma grande aveleira. Além disso, a proximidade de uma das cidadezinhas mais estupendas que já vi. Não seríamos loucos de não comprar essa linda casa chamada Bramasole?” Trecho do livro.

Coordenadas para colocar no GPS e encontrar a casa: 43.2750059, 11.9854188

Valeu a persistência, subir um caminho incerto... que guardava em cada curva a esperança de encontrar a casa. Subi... subi... hoje sei que subi pelo lado mais trabalhoso e distante... mas se eu tivesse ido pelo caminho mais fácil, não teria a vista que tive...

Assim como no filme, a Santinha estava ali e por detrás de um vasinho roxo, enxerguei um pequeno papel: era uma mensagem para a Frances, escrito por um casal.
Imediatamente, copio a ideia e em um rascunho amassado deixo o meu apreço.

Encontrei um banco solitário próximo dali, sentei e fiquei admirando o que estava ao meu redor... então entendi a paz que Frances encontrou.

Ao olhar para baixo, vejo essa casinha escondida:

E volto para a Piazza, radiante!

 

Depois de tanto andar, hora de saborear um prato de caneloni com espinafre e degustar a cerveja de limão (escolhi pensando que era limonada), enquanto um senhor dedicado no violão vai agregando musicalidade à atmosfera medieval. 

Para quem deseja ver (ou rever) as imagens do filme, selecionei o trailer (não encontrei legendado): 

Tanto o filme quanto o lugar trazem uma reflexão e quero compartilhar algumas delas com você, segundo este texto

É a história de uma mulher traída pelo marido que viaja para Toscana, na Itália, para buscar paz e terminar de escrever um livro. [...] Sob o Sol da Toscana tem duas mensagens muito bonitas. A principal, é uma pequena história sobre fé: Um trilho de trem foi construído nos alpes entre a Áustria e a Itália para ligar Viena e Veneza, mas não havia um trem para fazer a viagem. Mesmo assim, os moradores acreditavam que um dia o trem chegaria e construíram o caminho. Por algum tempo não entendiam o porquê daquela construção, mas, é claro, o trem um dia chegou. Essa história é uma metáfora para o que estava acontecendo na vida de Frances. Ela mudou-se e comprou uma casa sem ter certeza do que aconteceria dali pra frente, mas esse foi o primeiro passo para construir uma nova vida. Apesar das dificuldades, ela não deixou de acreditar nos seus objetivos. Assim como o trem, os sonhos de Frances se realizaram (a forma como eles aconteceram é que é uma surpresa).

“Dizem que construíram os trilhos do trem sobre os alpes antes mesmo de existir um trem que fizesse a viagem. Eles construíram de qualquer forma. Eles sabiam que um dia o trem viria. Qualquer curva no caminho e eu estaria em outro lugar. Eu seria diferente.”

A segunda é uma frase cheia de significado que a melhor amiga de Frances diz:

“Você tem que viver esfericamente em várias direções. Nunca perca o entusiasmo infantil, e tudo será seu.”

“Viver em várias direções” e “entusiasmo infantil” são dois conceitos que soam tão profundamente, que é impossível não refletir sobre isso após ver o filme e reler essa frase. Duas coisas que parecem simples, mas não são fáceis de aplicar na realidade. Viver em várias direções pede dedicação, esforço e vontade, mas é possível. Já o “entusiasmo infantil”, será que conseguimos recuperá-lo depois de adultos?

--

Outra análise muito bem construída era de um site de psicologia, que fala de cada símbolo presente no filme, mas infelizmente saiu do ar (se alguém tiver interesse em recebê-la, me solicite que encaminharei).

Que assim como Frances, possamos aceitar o caos externo e interno que nos incomoda e enfim, encontrar nosso Lugar ao Sol! Buscar luz, sempre!

BRAMASOLE todos os dias! Um abraço com toda a emoção deste lugar! 

Dai.

 

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