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Embarque imediato com Daiane Schröder
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Daiane Schröder
Natural de São Sepé, reside em Frederico Westphalen desde 2017. Produz conteúdo sobre experiências de viagens e turismo pelo mundo.
Bacharela em Direito, graduanda em Relações Públicas e pós-graduanda em Influência Digital.
Contato: [email protected]

Parques urbanos - Revitalização, arte e lazer

Ocupando espaços públicos...

Tags: embarque imediato, blog de viagens , viajar, natureza.

Publicado em 02/07/2018, última alteração em: 02/07/2018 21:00


Olá pessoal!

Vamos falar dos espaços públicos? Mais especificamente, dos parques urbanos. 

Eles surgiram em meio a Revolução Industrial e são fundamentais no equilíbrio dos ambientes, na redução do calor gerado pelo asfalto e na qualidade de vida dos moradores. Já imaginou o que seria de Nova York sem o Central Park? Para se ter uma ideia da dimensão, caberiam 16 milhões de apartamentos nesse retângulo verde (ainda bem que preservar foi mais importante que lucrar!). 

Foto: Casa Vogue

Mas não precisamos ir tão longe... podemos citar aqui no Brasil, o Parque Nacional da Tijuca (com a maior floresta urbana do mundo) no Rio de Janeiro, assim como não precisamos falar de um tão grande, temos o Parque Farroupilha (mais conhecido por Parque da Redenção), em Porto Alegre. Embora a insegurança trancafie muitas pessoas em suas casas, há que se pensar maneiras de mudar isso: ao meu ver - e não falo só turisticamente - segurança precisa urgentemente ser prioridade, das pequenas cidades até as grandes metrópoles. Analisei recentemente a conversa em um grupo de viagens: um indivíduo perguntava se era seguro fazer a trilha na Tijuca. As respostas, eram: "não vá!" e "se for, vá com muitas pessoas", "há muitos assaltos". Fatores como a violência inibem o turismo! E consequentemente, o desenvolvimento econômico da cidade.

Aliás, viram as estatísticas geradas pelo turismo, que postei recentemente na nossa página do facebook? Só no Brasil, o turismo gera 6,6 milhões de empregos totais (2,3 milhões de empregos diretos)! Além da segurança, a população precisa ter acesso (transporte) a estes locais e algumas funcionalidades recreativas, trazendo a população para ocupar essas áreas públicas, não abrindo espaço à marginalidade e estimulando a preservação, seguindo aquela frase: "Conhecer para conservar".

Um refúgio em meio ao caos, muito verde, lagos, flores, feiras, eventos culturais, atividades esportivas, áreas de lazer para as famílias, brinquedos para as crianças, sombras para piquenique, conscientização ambiental. Os parques minimizam o impacto causado nas cidades, como os ruídos! E não são somente essenciais a nossa saúde física e mental: são também atrativos turísticos!

Exemplos de espaços pelo mundo, normalmente fora dos roteiros tradicionais, que foram revitalizados e transformados em parques:

1. High line - Nova York (Estados Unidos)

Foto: Eddie Crimmins

Há mais de 150 anos atrás, o aumento no número de acidentes resultantes dos trens que circulavam pela 10ª Avenida, deu a ela o nome de "Avenida da Morte". Posteriormente, construíram a linha férrea elevada (high line), conectando trens de carga às fabricas, evitando esses acidentes e diminuindo o tráfego. No entanto, em 1980, a ferrovia encerrou seu funcionamento, ficando abandonada por muitos anos e esse local passou a ser povoado por mendigos, usuários de drogas e ser foco de prostituição.

Antigamente. 

Em 2001, no seu estado selvagem. Foto: Joel Stornfeld.

Quando o destino da High Line seria a demolição, uma ONG denominada "Amigos da High Line", se mobilizou e não permitiu, arrecadaram fundos e inauguraram o Parque no ano de 2009 (em 2011 e 2014 novas aréas foram revitalizadas). Hoje ele é um daqueles lugares que as pessoas vão para relaxar nas espreguiçadeiras, ler um livro, fazer Tai Chi (prática de exercícios corporais chineses), meditar, comer sorvete ou assistir alguma performance musical ou artística.

A partir do nível da rua, pegamos um elevador e chegamos ao Parque, onde esta placa nos dava as boas vindas!!

Foto: Amelia Krales

O Parque suspenso transformou todo o entorno daquela região, atraindo visitantes, novos moradores e o comércio (lojas, restaurantes, galerias de arte). Em um total de 2,5 km (atravessando 3 bairros - combinamos com a visita ao Chelsea Market) - que podem ser feitos de ponta a ponta ou acessando qualquer uma das entradas ao longo do caminho - localiza-se a 8 metros de altura e os arbustos que ali se desenvolveram foram mantidos, metade são espécies nativas do país. A passagem para os pedestres feita em madeira, conserva os trilhos que ainda se pode ver ao caminhar.

Foto: Iwan Baan

No parque encontra-se: uma passagem coberta em que são exibidos vídeos, as espreguiçadeiras no deck (no verão há água para molhar os pés), café, carrinhos de comida... e com a remoção de muitas das vigas de aço da estrutura, criou-se um "anfiteatro" com vista para a rua em um dos lados e vista para o Rio Hudson e a Estátua da Liberdade do outro. Os caminhos são serpenteados por várias espécies de plantas, gramado para piquenique, degraus para se sentar. São desenvolvidas intervenções artísticas, festivais familiares, de poesia, de dança, atividades lúdicas com crianças, jardinagem, treinamentos em horticultura com jovens...

Fotos: 1 e 2 - Matthew Eisman/ 3. Liz Ligon.

Fotos: 1 e 2 - high line/ 3. ZinCo.

As estações mudam e o cenário também: 

Foto: ZinCo

2. Parc de Bercy - Paris (França)

Bercy é um bairro francês, que já foi uma pequena cidade dos arredores de Paris antes de se integrar a ela. Por muito tempo esta área era usada para armazenar o vinho que chegava de barco e era disposto em vagões para serem armazenados nos galpões que hoje formam um centro comercial. A desativação desses armazéns com o declínio do mercado na década de 70, fez surgir novas alternativas para o local. Em 1994, o Parc de Bercy foi criado, com seus 3 distintos jardins, em que se pode ver hortas (escolas desenvolvem atividades), flores, pomar, roseiral, labirinto verde, área para esportes, Cinemateca Francesa (instituição privada), com acervo sobre a história do cinema, exposições e exibições de filmes. Esculturas também compõem o parque (o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer teve a colocação de uma escultura sua) e até vinhedos!

 

Essas construções do século XIX agora reúnem restaurantes e lojas e os trilhos de ferro ainda estão ali. 

Escultura Demeure X, de Etienne Martin- 1968. Gostei mais do bebê no colinho do que da escultura! rs

Leitora esperta: escondidinha do mundo!

A Flor de Niemeyer: A mão que oferece uma flor, representando a solidariedade. Foto: Miriam T. Girardot

Tomar sol de bíquini nos parques? Super comum por lá!

Dançar também faz parte!

E atravessando a passarela Simone de Beauvoir, enxerga-se a Bibliothèque Nationale de France, com arquitetura representando dois livros abertos.

Na margem do Sena, o pessoal curte um sol e um barzinho ou passeia de barco.

Isso que é gostar de viver perigosamente!

Debaixo da ponte há outro universo! Reparem no pessoal praticando artes marciais.

3. Parque Tanguá - Curitiba (Brasil) 

Curitiba é uma excelente referência em Parques. O Tanguá eram antigas pedreiras e estava “condenado” a se tornar uma usina para reciclagem de lixo industrial. Para evitar, criaram o Parque, que preserva a bacia norte do rio Barigüi próximo à sua nascente e mantém áreas verdes com variada fauna e flora. Apresenta dois níveis para os visitantes: no superior, o Jardim Poty Lazzarotto, com espelhos d´água e mirantes; no inferior, há uma pista de cooper, ciclovia, túnel, cascata, lanchonete (quando morei lá descobri que chamam lancheria de lanchonete, assim como soube que a bergamota - tangerina para outros - lá se chama mimosa!) e quiosques com churrasqueiras.

Mãe sempre dando o ar da graça por aqui! rs 

Vista aérea. Foto: C. Ruggi.

 

Foto: Pinterest

Essas são algumas amostras de como ocupar de forma turística, promover o bem estar da população e preservar o meio ambiente. 

- Curiosamente, percebo que no nosso país, ainda não é aceito na maioria dos parques a presença de animais domésticos, diferentemente dos costumes (e regras) de vários países.

- Quando viajo, pesquiso sobre os parques da cidade, vou nos mais conhecidos mas também escolho aqueles frequentados pelos moradores: oportunidade em que me misturo com eles, observo os hábitos e me sinto por algumas horas, pertencente àquela cultura. 

E a sua cidade, possui parques? Eles são valorizados? Como são? 

Não esquece de espiar o insta, nas próximas horas colocarei mais espaços públicos que foram revitalizados de maneira muito interessante! 

Tem um trecho de Rubem Alves, sobre parques, que me faz refletir sempre que lembro: 

"Balançar é o melhor remédio para depressão. Quem balança vira criança de novo. Razão por que eu acho um crime que, nas praças públicas, só haja balancinhos para crianças pequenas. Há de haver balanços grandes para os grandes! Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando?" 

Que nesta semana, aproveitemos mais as gramas verdes, o ar puro e o momento - como as crianças sabem fazer muito bem! 

Um beijo, 

Dai.

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