Sua mãe ainda está viva?
Se a criatura mais perfeita que Deus criou foi a pessoa humana, dentre elas destaca-se a MÃE
A minha já morreu. A dos meus filhos também. Não está mais conosco. Tenho, porém, a firme convicção que estão com Deus. Se a criatura mais perfeita que Deus criou foi a pessoa humana, dentre elas destaca-se a MÃE. Palavra pequena, mas de uma grandeza infinita. Palavra leve, mas que pesa um universo. Palavra humana, mas que tem uma dimensão divina.
Mesmo no reino animal, o sentimento materno é perceptível. Nosso poeta parnasiano Raimundo Correia escreveu um poema intitulado a LEOA. E narra em versos que este animal vagava pelas ruas de Florença, famélico, devorando tudo o que encontrava pela frente. E eis que, de repente, se depara com uma pobre mãe, com o filho ao colo. E o inspirado poeta produz estas linhas insuperáveis:
“Mas a leoa, como se entendesse
O amor de mãe, incólume deixou-a.
É que esse amor até nas feras vê-se
É que era mãe, talvez, esta leoa.”
Quando se perde a mãe, é como se um pedaço do organismo nos fosse arrancado. A gente até suporta que se fale mal dos filhos, dos irmãos, dos parentes. Mas se uma palavra for dita contra a nossa mãe, a gente contesta e pede briga. E se a nossa mãe tem necessidade ou corre perigo, tudo se faz para acudi-la. Porque sabemos que ela, por nós, se preciso, dará o seu sangue, dará a sua vida.
Ingressamos no mês de maio, mês dedicado à mãe e à Maria. Três palavras que começam com a mesma letra M: maio, mãe, Maria – sublime letra do alfabeto. E Deus, nos seus desígnios insondáveis, para salvar a humanidade, mandou seu Filho ao mundo. E o fez, através da FAMÍLIA. O próprio Cristo também necessitou de uma mãe. E ao criá-la, esmerou-se ao máximo, fê-la superior aos anjos e homens. Mas como toda a mãe, foi cercado de sofrimentos, “uma espada transpassará o teu coração”.
Ao anunciar que seria Mãe de Deus, o anjo tem de esmagar a cabeça chata e triangular de uma serpente hedionda que rastejava pela casa tentando se aproximar do quarto de Maria, conforme relata a Beata Catharina Emmerich em suas visões. Mal nasce o filho, deve deixar o lar, fugindo para o Egito, pois Herodes manda matar todos os meninos recém nascidos, possíveis concorrentes ao seu trono. Neste país, de língua e costumes diferentes, a Sagrada Família é mal vista pelos sacerdotes dos deuses pagãos cujos templos ruíram, quando ela lá entrou. São José não recebia o pagamento pelos serviços prestados.
No Egito, permanecem cinco anos. Ao voltar para Nazaré, o Filho se perde durante a Festa dos Tabernáculos, só sendo encontrado três dias depois no Templo. Maria acompanha o Filho na sua vida pública, realizando prodígios. No final, presencia a paixão, crucifixão e morte. Ao expirar, Cristo entrega o seu mais precioso bem, sua própria mãe a nós todos, na figura de João: “Eis aí tua mãe”. O apóstolo a leva consigo. Em Éfeso, ela vem a falecer aos 64 anos, na mesma hora em que o Filho havia expirado na Cruz. Santo Agostinho escreve: “A carne de Cristo é a carne de Maria”. São Dionísio afirmou que ao conhecer Maria “a achou tão bela que quis adorá-la como deusa”. Bernadette Soubirous, a vidente de Lourdes, atestou. “Ela é tão bonita que valeria a pena morrer só para revê-la”. Finalizo com a dica: Alguns homens têm queda por mulher bonita. Aproveitem para se apaixonar por esta formosa Maria...
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