Reputação emocional e a importância do capital afetivo
É sabido que empresas que gozam de boa reputação, tem mais sucesso em driblar crises
Temática recorrente em discursos organizacionais, a reputação é um ativo valioso nas empresas, assim como o brand e os ativos humanos. Enquanto a identidade organizacional se refere ao que a empresa é ou pensa ser, a imagem corresponde às percepções dos públicos, e a reputação, o acúmulo de imagem positiva ou negativa a respeito da organização. É sabido que empresas que gozam de boa reputação, tem mais sucesso em driblar crises, já que ostentam excelência junto a opinião pública.
A construção dessa reputação organizacional é trabalho de fluxo contínuo, e está intimamente relacionada ao posicionamento institucional da empresa. Só que não basta uma empresa ser reconhecida e enaltecida em campanhas, se esquece de cuidar dos sentimentos que desperta nos públicos. Se desconhece como as pessoas sentem sua marca e percebem seus produtos e serviços. De nada adianta ter uma boa reputação técnica, se falta a reputação emocional. Antes de fidelizar, é preciso construir vínculos alicerçados na confiança, respeito, ética e empatia. Tem que existir coerência entre o discurso e as práticas organizacionais, a fim de criar vínculos e boas memórias afetivas. Os clientes devem ter admiração e confiança genuína pela empresa. Já os colaboradores, devem sentir segurança emocional e senso de pertencimento. A reputação emocional começa em casa, no cotidiano organizacional. É quando a empresa entrega internamente, o que propaga externamente em sua comunicação gerando identificação simbólica.
Desenvolver reputação emocional condiz com trabalhar o capital afetivo, e isso significa desenvolver relações organizacionais em que as pessoas se sintam respeitadas e conectadas com a organização. É desenvolver a cultura do cuidado coletivo e valorizar os colaboradores. É respeitar limites humanos em tempos de IA, e não apenas vociferá-los. Uma das instâncias mais elevadas da reputação emocional, é quando ela gera recall positivo. Ou seja, quando as pessoas lembram com carinho de uma marca, e da sua experiência com o produto. Mas essa percepção simbólica só ocorre com boas práticas organizacionais. Do contrário, a narrativa institucional vira falácia e discurso vazio. O cuidado com o colaborador valorizando sua história de vida, se traduz em relações respeitosas, mesmo após desligamentos. O sentimento que a empresa deve gerar nos públicos, se resume por admiração, sendo esse o pilar para conexões duradouras e que gerem reputação emocional.
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