Relações de trabalho
Algumas dicas para sobreviver no dia a dia no ambiente de trabalho
Na medida em que passamos boa parte do dia no ambiente de trabalho, é de se desejar que as relações entre o público interno sejam salutares para que ocorra um bom clima organizacional. E quando falamos em clima organizacional, é impossível não vincularmos a cultura que a organização apregoa, pois ela dita as diretrizes a serem cumpridas e delineia como devem ser essas relações. Evidentemente que existe a essência de cada um que, em intersecção com essa cultura, ajudam a compor o universo simbólico (o “mundo” criado por cada um em suas relações sociais) e os ritos de passagem (momentos importantes celebrados, na maioria das vezes, por algum tipo de cerimônia ou ato) nas organizações. Ainda, podemos somar a figura importante do gestor, que imprime boa parte de sua personalidade (austera, extrovertida, laissez-faire, etc.) aos seus comandados. Assim, podemos resumir que as relações de trabalho são fruto da tríade: cultura da organização + modelo de gestão + bagagem pessoal. Mas como conciliar tanta diversidade sob o mesmo teto, mantendo relações amistosas e legitimando as metas da organização? Nesse momento entra em cena o profissional de Relações Públicas (RP) que, aliás, deveria estar presente desde sempre nas empresas uma vez que trabalha diretamente na busca da harmonização das relações entre a organização e seus públicos e entre os públicos, usando para isso, estratégias de comunicação e marketing para atingir seu intento. Contudo, mesmo a organização tendo em seu staff um RP, é factível que cada um faça a sua parte como forma de bem viver em grupo. A seguir, algumas dicas para sobreviver no dia-a-dia no ambiente de trabalho.
- Manter e fortalecer sua capacidade emocional são ações imprescindíveis para não sucumbir no primeiro embate. Então, em primeiro lugar, busque entender como você reage em situações de estresse ou contrariedade e, posteriormente, como seus pares mais próximos reagem. Seja estratégico e busque o autocontrole pois quem tem seu lado emocional fortalecido, não se intimida facilmente e possui um poder de resposta a crises mais rápido e eficiente.
- Tenha confiança em sua competência sem ser arrogante, ou seja, se você tem certeza de como dever ser realizada tal tarefa, não titubeie na primeira crítica ou arguição. Pois quem tem domínio de seu ofício, sem dúvida, é mais assertivo e confiante em seu trabalho transmitindo isso aos demais colegas.
- Busque estar constantemente atualizado sobre tendências e novidades na área de sua empresa e esteja sempre revendo as metas a serem cumpridas, transformando-as em incentivo ao invés de sacrifício.
- Evite comparações com seus colegas de setor, pois esse é um dos fatores que mais traz desarmonia na medida em que deixa latente, sentimentos baixos como a inveja e a competitividade desmedida.
- E lembre: construir “boas relações de trabalho” não significa fazer conchavos que só levam a proliferação de boatos e a fofocas. Sendo assim, a ideia é estar sempre atento a tudo e a todos evitando relações com politicagem e o excesso de intimidade.
É certo que construir boas relações de trabalho não é tarefa fácil, ainda mais quando se lida com vários egos inflados; excesso de competitividade e “puxadas de tapete” iminentes. Então, sejamos mais prussianos inspirados no grande estrategista Clausewitz, e tenhamos como premissa básica que: “colega não é necessariamente nosso amigo, embora possa a vir a ser”. Esse já é um grande começo para que os papéis fiquem claramente estabelecidos e a harmonia possa reinar.
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