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Opinião

O maior taumaturgo da história

Se não for O, certamente é UM dos maiores fabricantes de milagres: Santo Antônio

Se não for O, certamente é UM dos maiores fabricantes de milagres: Santo Antônio. Relatarei apenas alguns, pois se fosse escrever todos, necessitaria de uma biblioteca.

A Infanta Dona Sancha, filha do Rei de Portugal D. Afonso X, falecera. A mãe inconsolável suplicava a Santo Antônio, seu conterrâneo, um milagre. Para assombro de todos, três dias após a morte, o corpo da filha começou a se animar e Dona Sancha voltou à vida.

Em Lisboa vivia uma sobrinha de Santo Antônio, cujo filho se afogara no Rio Tejo. Só no terceiro dia apareceu o cadáver desfigurado. A mãe não permitiu o sepultamento e começou a rezar intensamente para o tio santo. E prometeu, se voltasse ao mundo, encaminhá-lo ao convento. Pois o rapaz ressuscitou e tomou o hábito franciscano.

Em Gênova, uma jovem estendendo roupa na varanda do prédio, perdeu o equilíbrio e caiu de grande altura. A mãe gritou a Santo Antônio que acudiu a moça no ar. Salva, a jovem declarou que vira um frade sustentando-a no ar. Reconheceu ser Santo Antônio, o santo da sua igreja que segurava o Menino, a cruz e lírios brancos.

Num convento da Catalunha, aconteceu que o sacristão deixara cair as chaves da igreja num profundo poço e ninguém conseguira tirá-las. O sacristão, muito devoto de Santo Antônio, amarrou a imagem do Santo numa corda e a fez descer ao fundo do poço. Quando puxou a corda, encontrou as chaves penduradas no pescoço do Santo.

Em Palermo, um leigo furtou da sacristia um turíbulo de prata. O sacristão, desconsolado, só chorava, pois, de um certo modo, era ele o responsável pela guarda da igreja e seus pertences. O ladrão, hipocritamente, sugeriu que rezasse para Santo Antônio. No dia seguinte, estando os dois juntos, o meliante puxou um lenço da manga e... junto, saíram as correntes do turíbulo. Reconhecido, o raptor foi preso na hora.

Manuel de Faria, natural de São Paio de Oliveira, aos quatro anos de idade, ficou paralítico dos joelhos para baixo. Assim esteve até os dezoito anos. Certo dia, com grande fé, foi visitar a igreja de Santo Antônio. E... saiu do templo completamente curado, fruto das ardentes preces ao seu santo conterrâneo.

Duas mulheres da freguesia de Cidões eram muito devotas de Santo Antônio. Em certa oportunidade, no dia da Festa de Santo Antônio, rogaram ao santo que olhasse para elas com benevolência, já que padeciam de males físicos insuportáveis: uma era aleijada de uma das mãos, enquanto a outra era cega de um olho. No final da missa, ao saírem da igreja, as duas estavam completamente curadas.

O Padre Jacinto Teixeira Coelho, de Recezinhos, era aleijado de um braço. Num dia determinado, ao rezar diante da imagem do santo, resolveu untar o braço defeituoso com azeite que ardia na lamparina do santo. O braço voltou ao natural.

João de Magalhães e esposa, da cidade de Unhão, apelaram com fé a Santo Antônio que curou a ambos. Sofriam de câncer. Ele no nariz, boca e garganta ela em um seio. (Apud “Vida e Milagres de Santo Antônio” – Autor Pe. Fernando Tomás de Brito)

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