Edição Digital Segunda, 17/08/2026 Ler agora
4336 - Segunda
Opinião

Match Organizacional

Muitas vezes, candidatos tentam “parecer perfeitos”, enquanto empresas apresentam uma realidade idealizada

Um dos fatores que costumeiramente é avaliado em processos seletivos é o estilo de vida do concorrente ao cargo , uma vez que está provado que não bastam titulações e vastas experiências profissionais se os hábitos e aspectos comportamentais de um indivíduo forem muito díspares em relação à cultura organizacional. O mesmo ocorre nas relações pessoais, ou seja, a priori temos uma relação mais estreita com pessoas que comungam das mesmas ideias ou comportamentos, mas isso não é uma regra. O estilo de vida anunciado em revistas e redes sociais costuma ser investigado pelos recrutadores, contudo, nem sempre condiz com a realidade. Muitas vezes, candidatos tentam “parecer perfeitos”, enquanto empresas apresentam uma realidade idealizada que nem sempre corresponde ao dia a dia. O resultado disso costuma ser frustração, desgaste e alta rotatividade.   

Seguidamente em treinamentos sobre Etiqueta e Postura Organizacional, me perguntam como se portar em uma entrevista de emprego e sobre o que falar. Meu conselho é sempre o mesmo: “Seja você em sua essência. Não mimetize estilos alheios ou modismos, que diferem da sua natureza.” Até porque por trás de um anúncio de emprego que solicita aptidões como pró-atividade, responsabilidade, etc, há um perfil desejado e que o candidato jamais saberá. Logo, o fator sinceridade deve guiar o candidato, exacerbando seus gostos e motivação para a candidatura. O segredo do sucesso em uma entrevista de emprego está no quão sincero você conta a sua história, suas conquistas e até suas derrotas. Em como se superou em crises e se reinventou frente aos fracassos. Também, em comentar quais expectativas almeja se contratado, o que preza como valores pessoais e quais são suas limitações. Ou seja, é preciso traduzir seu DNA, e deixar explícito o que lhe move. E, se por acaso for condizente aos dogmas da empresa, ganham todos. Longe de romantizar o mundo organizacional, mas é preciso destacar que trabalhar feliz não é luxo, mas prioridade. E tudo começa no processo seletivo, e no quanto existe de sinceridade entre a organização e o candidato.

                                                                       Bons Ventos! Namastê.

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