Escola Cañellas - Um Gigante na Educação
A escola consagrou a integração com a comunidade
Dia 14, reuniu-se toda a comunidade cañeliana para comemorar 62 anos de aniversário. Na oportunidade foi lançado um livro alusivo para celebrar a efeméride. Foi um momento gratificante, em que abraços (e também discretos beijos) ocorreram em quantia. Fatos foram lembrados, episódios comemorados e igualmente ocorrências escabrosas vieram à mente. Aqueles alunos que foram aprovados e os que foram reprovados, após intensos debates e argumentos no Conselho de Classe. Tudo temperado com a nostalgia do tempo. Como de praxe, não faltaram os famosos discursos, sempre aplaudidos no final, ou pelo conteúdo apresentado, ou por finalmente o orador ter colocado o ponto final na peroração.
Temos de mencionar a celebérrima reunião, tendo à testa Vitalino Cerutti, lavrada em ata do dia 29 de dezembro de 1963, no Grupo Escolar da Sede, com a finalidade de criar a Escola Técnica de Comércio. Foram signatários: Vitalino Cerutti, Querino Candaten, Eduardo Baptista, Aristides Cerutti, Edemar Pagel, Antenor Felin, Nívio Ludwing, José Cerutti, João Zelinski, José Balestrin, João Sucolotti, Abel Donin, Valter Petersen, Carlos Vendruscolo, Arlindo Bragante, Olímpio Haubert, Alberto Lissot, Lauro Zancan, Francisco Quatrin, Benaldo Gomes Pedroso, José da Costa Nessy, Wilson Jheovah Farias, Waldir Nardini e João Pastre.
É inegável ao professor declarar que lecionou naquele estabelecimento. É um orgulho que atravessa gerações. E o fato de se publicar um LIVRO confirma este sentimento. Aliás, afirmava um sociólogo que "se mede o desenvolvimento de uma nação pelo consumo de kilowatts e pelo número de livros editados". Destarte, na edição do livro, a escola deu mais um passo rumo ao progresso. Além de ter enriquecido o acervo da própria biblioteca, o acontecimento confirma a sentença do ilustre escritor e padre Antônio Vieira: "Uma escola sem livros é um corpo sem alma".
A fatal explicação do sucesso do Cañellas é que contou com DIRETORES competentes, sérios, honestos e idealistas, que vestiram a camisa e deram sua energia e sangue pela escola. Como modesto tributo, arrolo a nominata cronologicamente: Querino Candaten, Érico Domingos Simoni, Elemar Augusto Steffen, Wilson Cadoná, Élio Zanchet, Ivone José Scapin, Edino Dalmolin, José Luiz Casarolli, Neila Giovenardi, Edilmar Sucolotti, Paulo Tosetto, Pasqual Sebastião Minetto, Clarice Ceolin Algeri e, finalmente, a cereja do bolo Paulo Rogério Brand. Cumpriram e cumprem a máxima do Almirante Barroso: "O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever".
A escola consagrou a integração com a comunidade. Prova irrefutável foi a construção do ginásio, uma obra do Estado, feita para o Estado, sem a colaboração do Estado. Justiça citar o trabalho do Círculo de Pais e Mestres, capitaneado pelo empresário Normando Bambini. Nós professores, pelo labor letivo, recebemos nosso salário no fim do mês. Mas este empresário deixou a sua empresa de calçados para se dedicar durante meses na venda interminável de uma rifa, cujo lucro total foi investido na construção do ginásio. Contou com o apoio indispensável dos prefeitos Oswaldo Cerezer, Deoclides Vendruscolo e do engenheiro Julmir Alessi.
Penso que numa futura oportunidade, o dinâmico diretor Paulo Brand, num almoço barato com aquele risoto gostoso, poderia novamente congregar nostalgicamente a população cañeliana e conferir uma placa alusiva: ao professor Adjalmo Cerutti como filho do emérito Vitalino, seu pai e pai da escola, e ao cidadão Pedro Cañellas, neto do Patrono José Cañellas.
Que este educandário, que formou sacerdotes, deputados, prefeitos, empresários e tantos outros profissionais, continue sua trajetória patriótica, por décadas, de informar e formar mentes juvenis, segurança de um futuro glorioso. Fecho esta alusiva coluna com a candente frase dos Maragatos: "JOSE CAÑELLAS, DE PÉ PELO BRASIL".
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