Edição Digital Segunda, 17/08/2026 Ler agora
4336 - Segunda
Opinião

Como driblar o aumento da gasolina?

Se possível, diminuir o consumo. Por exemplo, deixar o carro na garagem e andar a pé. Mas há situações em que este combustível e o diesel são absolutamente necessários e insubstituíveis. O motor do Supermercado Sorriso, se não for alimentado com óleo diesel, a empresa para. Os ônibus, que fazem longas viagens, sem petróleo, ficam estacionados e os passageiros não chegam ao seu destino. Inúmeras máquinas, movidas a diesel, que fazem a economia girar, sem o imprescindível combustível, causariam uma catástrofe. Uma modesta sugestão nossa, exposta no artigo da semana passada no Alto Uruguai, seria optarmos pelo TREM. Mas até lá (e estamos dependentes de governos inteligentes) vamos nos socorrer nos postos de gasolina, e   encher o tanque dos automóveis, que é a solução de que dispomos. O nosso colunista César Riboli produziu imperdíveis escritos, na sua coluna da semana passada, intitulada “Guerras, Combustíveis e Degradação Humana”. Extremamente útil!

Quais os substitutos do petróleo? Aqui, dispomos do ETANOL, feito com cana de açúcar, e o BIODIESEL, oriundo da soja e da mamona. Também podemos apelar para a energia solar, eólica e hidrelétrica. Pretendo sublinhar a última: ELETRICIDADE. Deus presenteou nosso país com incontáveis quedas de água que podem gerar energia elétrica em profusão, e com a grande vantagem que é nossa, não se precisa importar, e não polui. E parece que surgem no horizonte notícias alvissareiras: A Aneel investirá R$ 8 bilhões em 65 novas usinas, dentro de 13 Estados. Faz-se mister que a população manifeste apoio a estas iniciativas, ao invés de ficar só se lamuriando. 

Como sempre, no Brasil, quando nasce uma ideia boa, aparecem os críticos. Vejam. No momento que a hidrelétrica de Belo Monte, a segunda maior depois de Itaipu, e a quinta no mundo, começou a colocar suas turbinas em funcionamento, pipocaram protestos até em Nova York. Alegaram que provocaria impactos ambientais nas terras indígenas e ao longo do curso do Rio Xingu. Semelhante àquela história do pescador que quer pescar sem molhar os pés!!!

Afinal, por que o petróleo sofre alta de preço? As razões são inúmeras. Mas a principal são as guerras. A Rússia invadiu a Ucrânia. Os Estados Unidos atacaram o Irã. Como represália, os árabes bloquearam o Estreito de Ormuz, por onde trafega uma quinta parte de todo o petróleo do mundo. É a velha Lei da Oferta e Procura. Se só eu possuo tal mercadoria, e você precisa dela, eu vendo ao preço que bem entender.

Neste domingo, a liturgia apresenta o Cristo, que após crucificado e morto, ressuscita e se apresenta aos Apóstolos, “escagaçados”, no Cenáculo, com portas fechadas, tremendo de medo dos judeus. Cristo fala: “A PAZ esteja convosco”. Poderia ter instigado os seguidores e pegar em armas, vingar a sua morte, e matar os judeus que o crucificaram, como farão os cristãos séculos depois nas Cruzadas, para libertar a Terra Santa. Afinal, Ele é Deus, Todo Poderoso. Não. Ele prega a PAZ, nada de violência. A guerra nunca é a solução. Nem para baixar o preço da gasolina e do diesel.

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