A árdua missão de ser pai
Hoje, ser pai autêntico é uma tremenda responsabilidade
Seguidamente, ao chegar uma pessoa na escola, no hospital ou em qualquer instituição, necessitando se identificar, não aparece o nome do pai. Por que? Pai desconhecido. Pergunta indiscreta: se você foi capaz de fazer o filho, não tem capacidade de criá-lo? E também, seguidamente, nas rodas sociais, o homem tem de comprovar sua masculinidade, que não é ‘brocha’. Depois, as provas do seu machismo, ficam esparramadas pelo mundo afora, inconsequentes, outros que as assumam. Lamentável, profundamente lamentável. Mas é que ocorre.
Para que o homem seja PAI, exige-se a presença de uma MÃE. Não se tem notícia ainda, por enquanto...que macho com macho, ou fêmea com fêmea tenham gerado alguma prole. Faz-se mister a união dos dois sexos. Até prova em contrário, Deus assim fez, assim determinou. E tão estupenda foi esta união que a estabeleceu INDISSOLÚVEL. Simplesmente escreveu: “Não separe o homem o que DEUS uniu”. No divórcio, o homem separa o que Deus uniu.
O primeiro milagre de Cristo foi transformar água em vinho nas Bodas de Caná. Para que os noivos não sofressem o vexame de faltar a bebida da alegria. Quando rezamos o terço, pronunciamos 53 vezes o nome da MÃE de Deus. Mas quando os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a rezar, Ele começou a oração: PAI nosso. Todos nós enaltecemos a figura do Padre. Interessante se observar que em Latim, a palavra PATER tanto significa padre, como pai.
Hoje, ser pai autêntico é uma tremenda responsabilidade. Não somente se é obrigado a assumir a paternidade carnal, mas ampará-la com carinho, educação, sustento, profissão e principalmente exemplo. A garantia dos bens materiais obriga, às vezes, a descuidar o essencial. E a discórdia matrimonial é o maior empecilho no lar. Cristo foi taxativo: “Maridos, amai vossas esposas como Eu amei a Igreja” (Ef 5,25). Precisa dizer mais!
Na sociedade, quem se preocupa com a formação da família? A Igreja, ao menos em parte, organiza os tradicionais Cursos de Noivos. E praticamente, se resume nisso. A escola, entende que seu dever é ministrar aulas de matemática, português e demais disciplinas. E quando o aluno foi aprovado, conclui que desempenhou o seu papel. Os Governos, tanto na esfera municipal, estadual e federal somente se dedicam à administração das obras, com olho na próxima eleição. Situação das famílias, papel do pai, tem-se a impressão de que não está explícito na Constituição.
Finalizo o artigo, acentuando o título, agora, com as palavras de um Bispo, Dom Antônio Zattera: “é mais fácil ser um bom padre, do que ser um bom pai”.
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