PUBLICIDADE
9 - Cotrifred

Combate à aids

Município ocupa o 55° lugar no ranking geral do Estado

Publicado em 02/12/2019.

Por:



11 - Campanha CDL AU

No dia 1º de dezembro, é lembrado o Dia Mundial de Luta contra a Aids, e uma série de dados foram divulgados durante a última semana, em todo o país. Com aproximadamente 31,8 casos para cada 100 mil habitantes, o Rio Grande do Sul ocupa hoje o segundo lugar no ranking dos Estados brasileiros com maior número de pessoas infectadas pelo vírus HIV. Outro dado estatístico preocupante liderado pelos gaúchos é a taxa de mortalidade em função da doença. Mesmo com a diminuição de 17,2% nos últimos 10 anos, existem 9,6 casos de óbitos para cada 100 mil habitantes no RS. Entre as capitais, Porto Alegre lidera as estatísticas, com 22,4 óbitos para cada 100 mil pessoas.

Frederico Westphalen, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado, está entre os municípios gaúchos prioritários no tratamento contra a doença, pois está entre a 55 cidades com maior número de casos, colocando a saúde em estado de alerta. O objetivo da Secretaria Municipal de Saúde, neste momento, é identificar a quantidade de casos comprovados no Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan), para que possa traçar ações efetivas na prevenção ao vírus e oferecer o tratamento adequado. Em nível estadual, a Coordenação de IST/Aids vem adotando estratégias de Educação Permanente sistemática para os municípios, com enfoque em prevenção, vigilância, diagnóstico e tratamento de IST e HIV/Aids. 

Como fazer o teste?

O teste para identificar a presença do vírus é bem rápido. Vá até uma unidade básica de saúde ou no Serviço de Assistência Especializada (SAE) em HIV/AIDS e Hepatites Virais da sua cidade e solicite o teste, que é gratuito e disponibilizado em todo país. Após o resultado, é feito o encaminhamento do paciente.

Como é feito o tratamento?

Primeiro passo, é saber que HIV e AIDS são diferentes. HIV é quando a pessoa tem o vírus e a AIDS é quando ela já desenvolve a doença. Quando o paciente recebe o diagnóstico, logo em seguida inicia o tratamento com a medicação. Lembrando que houve um avanço em relação aos procedimentos, pois antes os pacientes tomavam muitos medicamentos, hoje as quantidades são menores, facilitando a adesão ao tratamento e reduzindo os efeitos colaterais.

De acordo com a enfermeira do SAE, Michele da Silva, AIDS não leva ninguém a óbito hoje em dia, isso ocorre se a pessoa não faz o tratamento correto, e assim, sua carga viral fica elevada, deixando o indivíduo vulnerável, permitindo que outras doenças se agravem no organismo. “Nós temos pacientes aqui que a carga viral está indetectável, eles fazem o tratamento certinho, então é como se eles não convivessem com o vírus, apenas tomam o remédio de maneira correta”, disse. 

Profilaxia Pré-Exposição (PrEP)

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV é um novo método de prevenção à infecção pelo HIV. A PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da aids infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus.

A PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que bloqueiam alguns “caminhos” que o HIV usa para infectar seu organismo. Se você tomar PrEP diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se espalhe em seu corpo. A PrEP só tem efeito se você tomar os comprimidos todos os dias. Caso contrário, pode não haver concentração suficiente do medicamento em sua corrente sanguínea para bloquear o vírus, e não protege de outras infecções sexualmente transmissíveis, portanto, deve ser combinada com outras formas de prevenção, como o preservativo.  A PrEP não é para todos. Ela é indicada para pessoas que tenham maior chance de entrar em contato com o HIV.

Profilaxia Pós-Exposição de risco (PEP)

A PEP é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, tais como, violência sexual, relação sexual desprotegida, acidente ocupacional – com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico.

Como funciona a PEP para o HIV?

Como profilaxia para o risco de infecção para o HIV, a PEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco de infecção em situações de exposição ao vírus. Trata-se de uma urgência médica, que deve ser iniciada o mais rápido possível - preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição e no máximo em até 72 horas. A duração da PEP é de 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada pela equipe de saúde.

Ação em alusão ao Dia Mundial de Combate a AIDS

Pensando em todo esse panorama que se apresenta no RS E FW e também no dia primeiro de dezembro que é o dia mundial de combate à doença, a equipe do SAE em parceria com a Secretária de Saúde, desenvolveu uma programação especial, oportunizando as pessoas de fazerem o teste rápido de HIV em diferentes pontos da cidade até o dia cinco de dezembro. No dia 2, a ação será realizada no posto do bairro Primavera e também no CAPES, pela parte da manhã. Dia 3, no posto Dr. Ayres Cerutti. Dia 4, no posto Central, e dia 5 para encerrar a programação, será no posto Ayres. Com informativos e preservativos, a SAE montou uma sacola de brindes para todos que fizerem o teste rápido nesses dias. É importante salientar que os testes rápidos são ofertados o ano todo e o resultado é imediato, de forma gratuita.

COMENTÁRIOS

Os comentários no site não são moderados e são de inteira responsabilidade de seus autores. Utilize este espaço com elegância e responsabilidade. Ofensas pessoais e palavras de baixo calão serão excluídas.
PUBLICIDADE
13 - Dedetização Daniel
PUBLICIDADE
13 - Zooclínica