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Esporte

Na semana em que publica a milésima coluna pelo AU, cronista revela segredos, dificuldades e momentos históricos pautados no tradicional espaço opinativo do caderno de Esportes

Publicado em 14/10/2019.

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11 - Razia

Existem algumas muito famosas. A da Praça de São Pedro, no Vaticano, projetada pelo escultor Gian Lorenzo Bernini, deve ser a mais famosa delas. A do Santuário de Fátima, em Portugal, é outra muito célebre. Em suma, as “colunatas” são reconhecidas principalmente na arquitetura por se caracterizarem como uma “longa sequência de colunas interligadas que frequentemente constituem um elemento autônomo”. Mas não somente arquitetos podem construir colunatas, especialmente no mundo das letras, onde a imaginação permite a edificação daquilo que se deseja, desde que bem fundamentado, como bem manda a literatura, e também a engenharia civil.

Quis o destino que a colunata inaugurada nesse sábado, 12, a exemplo da italiana e da portuguesa, tivessem relação religiosa, pois é no Dia de Nossa Senhora Aparecida que o colunista do AU, Márcio Bariviera adorna toda sua estrutura de crônicas construídas ao longo de 14 anos com a coluna de número mil. Palpável nas folhas bissemanais do jornal e em projetos edificados na comunidade esportiva regional, a construção de Bariviera, denominada Papo de Bola, é assunto recorrente entre os fãs do futebol locais.

Mas, no “canteiro de obras” das colunas, nem sempre a execução do cronograma sai como o planejado, e Bariviera revelou ao AU alguns dos momentos marcantes e curiosos construídos ao longo desse trajeto.

 

Bloqueio criativo

Produzir duas colunas por semana exige criatividade, e nem sempre é fácil encontrar maneiras atrativas de tratar os assuntos esportivos. Não tem muito segredo, segundo ele. “A inspiração para os textos vai de acordo com as leituras. Não adianta pensar e ter vontade de escrever se você não lê, não sabe do que está falando. Você tem que estar centrado naquilo que produz. [...] Já aconteceu várias vezes de estar quase na hora de mandar a coluna e tu acaba não tendo conteúdo. Por várias vezes peguei o jornal e pensei, ‘a coluna não ficou legal’. Muitas vezes acontece”, relata.

 

Nascimento I

É impossível falar da história das colunas Papo de Bola sem relembrar o semear da ideia do que se tornou o União Frederiquense. Em março de 2010, como o colunista lembra na crônica de hoje, foi lançada a ideia. “A coluna mais marcante foi em março de 2010, que falei sobre a criação de um clube profissional. A gente via que vários lugares das redondezas tinham clubes profissionais e nós não. Na época o comunicador Samuel Silva comprou a ideia, me ligou dois dias depois da publicação e disse que sempre pensou o mesmo, mas não tinha ninguém para ajudar. A partir daí, começamos a movimentar lideranças para acabar saindo o União como temos hoje”, recorda.

 

Nascimento II

Oito colunas atrás, há algumas semanas, Bariviera tratou, de maneira emocionante, do nascimento do filho, Davi Gabriel, outra coluna que ficará marcada na história do cronista e do pequeno frederiquense. “O nascimento do filho é uma das coisas mais importantes que eu publiquei, vai ficar para sempre, sempre iremos recordar e está registrado”, frisa.

 

Azul ou vermelho?

Atento à necessidade de ser imparcial nas páginas do esporte, o colunista desconsidera o fanatismo ao redigir seus escritos. “Já aconteceu de leitores me chamarem de gremista, pois escrevi ‘tal coisa’ e me chamarem de colorado, pois escrevi ‘tal coisa’. Isso, de certa forma, carimba a imparcialidade. Meu objetivo sempre foi mostrar, a partir da minha opinião, o lado de cada clube, o que é destaque. É muito importante ser imparcial, pois temos público dos dois lados”, salienta.

 

Mais mil?

Com o pensamento no presente, sem criar expectativas ou projetar até onde pode chegar, Bariviera é exemplo de que encarar as tarefas de maneira engajada é o melhor caminho para o sucesso. “Considero que tudo que fazemos com brilho nos olhos tem a tendência de ter um resultado positivo, então, talvez, a longevidade de tantas colunas tenha se dado por isso. Nunca vamos ser perfeitos, mas procuramos fazer com carinho e talvez isso explique as mil colunas. [...] Fica meu agradecimento à direção do jornal por confiar no trabalho que a gente desenvolve, aos leitores, que me dão um retorno legal nas ruas, isso mostra que estamos no caminho certo. Espero que a coisa continue indo, que venham as próximas mil!”.

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