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Segurança pública

Palmitinhense foi considerado o melhor aluno do curso da Polícia Civil

Publicado em 12/07/2019, última alteração em: 24/07/2019 12:43.

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11 - Razia

É de Palmitinho o melhor colocado entre os formados no curso da Polícia Civil (PC) do Rio Grande do Sul. Jussan Albarello De Cezaro, de 29 anos, foi ovacionado pelos colegas ao receber o diploma, quando a formalidade do ato foi quebrada aos gritos de “Jussan, Jussan”, em solenidade realizada na segunda-feira, 8, a qual formou 412 agentes, na Casa da Música da Ospa, em Porto Alegre.

Como uma espécie de premiação, o agora policial civil recebeu, em ato simbólico, uma pistola, que poderá ser usada no combate ao crime na abrangência da 14ª Delegacia Regional de Polícia.

Mas, se engana quem pensa que a trajetória do palmitinhense foi fácil. Com a morte do pai Juanez De Cezaro, há seis anos, vítima de câncer, ele assumiu compromissos que antes não pensava ter, como ajudar na criação da irmã. “Para nós, isso é motivo de orgulho. A dedicação desse filho maravilhoso fez com que ele merecesse essa conquista”, disse emocionada a mãe, Izelda Albarello De Cezaro.

 

Os sacrifícios

O engenheiro-florestal Jussan carrega em seu histórico ter passado por três concursos, todos em prefeituras. Ele explica que começou a empreitada concurseira em sua área de formação e, nos últimos três anos, passou a concorrer em outras áreas, inclusive a policial.

A partir daí, uma sequência preparatória envolveu apostilas e treinamentos físicos. “É difícil passar no concurso e ele conseguiu. Mas foi preciso se abdicar de muita coisa”, comenta Izelda.

Jussan, por sua vez, explica que todas as fases do concurso levaram um ano e meio. “Na preparação eu estudava nas horas vagas. O curso de formação foi em Porto Alegre com duração de seis meses”, revela.

Foi através deste curso que o policial se tornou o primeiro colocado, conforme avaliação da Academia de Polícia (Acadepol).

 

Jussan e mais dois

Apesar da região receber o melhor escrivão dentre os recém-formados, apenas outros dois agentes foram designados para atuar na 14ª Delegacia Regional de Polícia, o que trará pouca resolutividade déficit de efetivo que atinge os municípios de abrangência do AU.

A informação foi confirmada pelo delegado Carlos Beuter, que lamentou o ocorrido. “O nosso pedido era para que recebêssemos, pelo menos, 25 novos servidores. Além da destinação de apenas três policiais, nos foi retirado um que irá atuar em Porto Alegre. No fim, tivemos acréscimo de apenas dois profissionais”, destaca.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul, foram priorizados 18 municípios para receberem policiais: Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Maria, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Tramandaí e Viamão.

Houve também, segundo a Secretaria, a avaliação dos pontos com situação emergencial, que são delegacias sem policial civil ou com apenas um. Isso está entre as prioridades, mas serão avaliados os índices de crimes também. 

No total, foram nomeados 205 inspetores e 207 escrivães de Polícia Civil. Os alunos fazem parte das 52ª e 53ª turmas da Academia de Polícia (Acadepol). O curso de formação teve duração de seis meses, com início em dezembro do ano passado. Mais de 44 mil candidatos disputaram 1,2 mil vagas (600 para cada cargo), sendo que os 431 primeiros colocados foram selecionados para fazer o curso. Este foi o maior concurso da Polícia Civil nos últimos anos, considerando a relação candidato/vaga. O último concurso havia sido em 2013. Esta turma de formandos também foi a primeira a ser habilitada como brigadista de incêndio de nível intermediário.

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