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Assinatura Interna

Angela Enderle Candaten

Tudo foi atingido com muito esforço e dedicação

Publicado em 24/03/2018.

Por: Adriana Folle



A busca por aperfeiçoamento profissional e oportunidades de trabalho a fizeram deixar familiares e amigos na região e seguir em busca de seus sonhos. Mas quem pensa que alcançar estes objetivos foi fácil, engana-se. Tudo foi atingido com muito esforço e dedicação. Hoje, vamos contar a história motivadora para muitas pessoas, da enfermeira, Angela Enderle Candaten, 30 anos, natural de Palmitinho.

 

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A vida acadêmica

Logo que concluiu a graduação, aos 21 anos, Angela iniciou sua trajetória profissional na URI/FW, supervisionando estágios curriculares da graduação em Enfermagem. Enquanto acadêmica, participava dos projetos de iniciação científica e de extensão desenvolvidos na universidade. A partir dessas experiências, o interesse pela docência só aumentava. Em virtude de não possuir experiência técnica na enfermagem, ela sentia que faltava algo para contribuir com os ensinamentos em sala de aula, buscou aperfeiçoamento e oportunidade de trabalho em outras cidades, como no Hospital Municipal de Montenegro, em 2010, local que trabalhou na unidade de emergência e Centro de Tratamento Intensivo – UTI. A identificação pelos cuidados ao paciente crítico a fez buscar por especialização nessa área e foi então que se tornou especialista em Urgência e Emergência, pelo Centro Educacional São Camilo, de POA. Após concluir a especialização, mudou-se para Caxias do Sul e foi atuar na UTI do Hospital Pompeia, permanecendo até o fim de 2017. Neste período, mesmo com trabalho garantido, Angela não parou de estudar, concluiu outra especialização em Terapia Intensiva e iniciou mestrado na UFRGS. Concomitante ao trabalho, retomou a carreira docente no Centro Universitário da Faculdade da Serra Gaúcha. Atualmente, após ser aprovada em concurso público, assumiu como enfermeira da UTI do Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, motivo que a fez mudar para a capital. Ainda, seguiu seus estudos e, em 2016, começou o curso de doutorado na PUC-RS, com previsão de término para 2019. 

 

Talentos e a vida em comunidade

Antes de sair de sua cidade natal, seu primeiro emprego foi na Rádio Chirú. Em função disso, sempre teve muita facilidade com a comunicação. Pela convivência no rádio conheceu muitas pessoas e estabeleceu boas relações com a comunidade. A proximidade com os microfones fortaleceu seu vínculo com a música (dom incentivado pelo seu pai desde a infância) e, além de trabalhar na emissora, também cantava. A vida musical iniciou na Banda 22 de Maio, na qual, acompanhada pelo pai e tios, aprendeu os primeiros acordes musicais. As primeiras apresentações individuais foram na igreja, cantando com amigos, nas missas da juventude. Quando ingressou na URI/FW participava do coral, permanecendo até mudar de cidade. Integrou também por cerca de 10 anos o movimento do Curso de Liderança Juvenil (CLJ). A música fortaleceu sua fé e proporcionou encontros com pessoas especiais, de vários municípios da diocese. Angela garante que a experiência no CLJ a desenvolveu espiritualmente, socialmente e foi suporte nos momentos que precisava de ajuda.    

 

Dificuldades

O primeiro obstáculo enfrentado ao sair da casa dos pais foi a busca pela independência financeira. Angela precisava encontrar um trabalho que suprisse suas necessidades básicas. Sem experiência profissional, era preciso comprovar competência técnica e teórica para alcançar os objetivos. Era necessário conquistar seu espaço com comprometimento e responsabilidade e, por isso, nunca parou de estudar. Outra dificuldade foi a distância da família e as visitas escassas aos pais, irmão e demais familiares – é oriunda de uma família numerosa, que sempre foi muito unida. “Foram vários anos abdicando da companhia das pessoas que eu amo e de algumas datas comemorativas que não pude estar presente. Mas isso sempre foi encarado com naturalidade, pois tinha sido a minha escolha profissional”, frisa a enfermeira.

Angela conta que ainda tem um caminho a trilhar e objetivos a conquistar. Para isso, reforça que seu legado é a persistência e a consciência de que nunca estamos prontos o suficiente, sempre há o que evoluir.  

Daqui para a frente, a enfermeira pretende concluir o doutorado e seguir com o aprimoramento acadêmico. “Futuramente, talvez, eu possa proporcionar todo esse desenvolvimento a outras pessoas por meio da docência”, concluiu.

 

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