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Júri Popular

Julgamento de Luiz Carlos Godoy Inglez ocorreu nesta terça-feira, 11

Publicado em 11/06/2019, última alteração em: 11/06/2019 22:08.

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11 - Campanha CDL AU

Luiz Carlos Godoy Inglez, foi condenado a 22 anos e três meses de reclusão, em julgamento ocorrido nesta terça-feira, 11, em Frederico Westphalen. Ele é acusado de assassinar com 14 facadas a manicure Dirlei Cavalheiro – na época com 37 anos –, moradora do bairro Santo Antônio, em Frederico Westphalen.

No total, após o entendimento dos jurados que o consideraram culpado, o juiz de Direito Alejadro Rayo aplicou a pena de 21 anos e dois meses por homicídio (mais qualificadoras), somadas a um ano e um mês por ocultação de cadáver.

Durante a sessão, Luiz defendeu que se sentiu enciumado ao ver a mulher beijar um idoso. Dirlei mantinha uma relação extraconjugal com Luiz.

– Marquei uma conversa com ela para falar sobre isso. Nós brigamos e ela desferiu um golpe de faca em mim. Depois me deu um distúrbio mental e só me lembro dela morta. Pensei em me suicidar. Coloquei o corpo dela no meu carro e fui em direção à BR na procura por uma carreta para causar um acidente – se defendeu.

No entanto, após a fala do acusado, o Ministério Público contestou as informações, o apontando como contraditório.

– Quem mata uma pessoa depois vai para um programa sexual em uma boate?! Foi isso o que ele fez. Há comprovação dele indo neste local. Ele não desmente. No entanto, na Delegacia ele diz que consumou o ato e aqui ele nega, dizendo que só tomou uma cerveja - disse o promotor de Justiça, Denis Gustavo Gitrone, falando ainda que o acusado seguia a vítima. “Era obcecado e a observava em festas. É um relacionamento baseado em perseguições e ameaças”.

O assessor de acusação, Demetryus Eugenio Grapiglia, ainda foi enfático em revelar que o acusado pensou a cena do crime. “Ele combinou a conversa no apartamento e montou o cenário. Tudo preparado meticulosamente. O psicopata não mostra arrependimento. Como uma pessoa vai ter ânimo e libido para ir para uma zona do meretrício?! São os devaneios de uma mente diabólica e doentia”, destacou.

Na sequência, na parte da tarde, ocorreu a defesa do acusado, sendo feita pela defensora pública, Amanda Amaral, que defendeu que Luiz não cometeu de forma cruel o crime – sendo esta uma qualificadora aplicada na pena. 

 

 

O crime

 

Morta aos 37 anos, Dirlei Cavalheiro foi localizada quatro dias após o seu desaparecimento, a moradora do bairro Santo Antônio, em Frederico Westphalen, próximo às margens da BR-386, em Frederico Westphalen, por volta das 15h30min da sexta-feira, 2 de junho de 2017. De acordo com a Polícia Civil, o exame de necropsia apontou que a mulher foi vítima de 14 golpes de faca no peito, pescoço e costas.

A investigação da Polícia Civil partiu da análise de câmeras de segurança da região central de Frederico Westphalen. A polícia ainda concluiu que o crime não aconteceu no local onde o corpo foi localizado.

Poucas horas após o encontro do corpo, a Polícia Civil prendeu o suspeito do crime. A prisão aconteceu na madrugada de 3 de junho de 2017. Durante as investigações, os policiais constataram que Dirlei não foi mais vista nas imagens captadas por câmeras situadas após o imóvel em que o suspeito morava.

Depois da localização do cadáver da vítima, foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do investigado, o qual, após o cumprimento da medida cautelar, prestou interrogatório e apresentou versão contraditória. Após ser preso, Luiz Carlos Godoy Inglez, hoje com 41 anos, assumiu a autoria do homicídio.

O suspeito confirmou que conhecia a vítima, pessoa com quem, segundo ele, mantinha um relacionamento extraconjugal. A motivação do crime seria ciúmes. Por meio de ligação telefônica, 15 minutos antes do desaparecimento, o homem a convidou para ir até o seu apartamento, por isso, a polícia trabalhou com a hipótese de um crime premeditado, por lá também já estar uma caixa de papelão utilizada para transportar o corpo. No local, localizado na rua do Comércio, o suspeito discutiu com Dirlei e a matou com diversos golpes de faca. Depois disso colocou o cadáver da vítima em uma caixa de papelão, levou-o até o seu automóvel, um Ford/Ka de cor preta, placas de Pomerode (SC), e transportou-o até as proximidades da ponte sobre o Rio da Várzea. O acusado ainda teria levado lavar o veículo na manhã da terça-feira, 30 de maio, em um posto de combustível de Seberi. Tanto a morte quanto a ocultação do cadáver teriam acontecido na tarde da segunda-feira. O suspeito ainda falou à polícia que jogou os pertences pessoais da vítima no Rio da Várzea.

 

 
 
 

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