Cabelos

Conheça as principais causas de queda de cabelo e seus tratamentos

Publicado em 10/06/2019.

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Desde sempre, ao longo das civilizações, os cabelos têm representado um elemento fundamental da personalidade humana, exercendo função social e de autoafirmação.

Como os cabelos são considerados o principal adorno do rosto, a queda excessiva dos mesmos tem impacto significativo na autoestima, tanto nas mulheres como nos homens. Pensando nesse assunto tão importante e frequente nos consultórios médicos, convidamos a médica Layla Baroncello Locatelli para falar um pouco mais sobre o assunto.

Primeiramente, devemos lembrar que os cabelos possuem, além da função estética, importante papel na proteção do couro cabeludo contra o frio e a radiação solar. Também devemos ressaltar que nem todos os casos de queda capilar são indicativos de alguma doença ou de um quadro inicial de calvície. Na verdade, estima-se que todos os dias perdemos aproximadamente 100 a 120 fios de cabelos, o que é considerado absolutamente normal. “A quantidade exata de fios que cairão durante o dia depende de fatores genéticos, hormonais e da idade do paciente, mas é algo considerado fisiológico, ou seja, normal. No couro cabeludo, há cabelos em diferentes estágios: alguns estão crescendo, outros estabilizados e outros devem cair”, explica Layla.

Conheça algumas causas de queda de cabelo

Alopecia androgenética 

A alopecia androgenética, conhecida também como calvície, é um problema que pode levar à perda importante dos cabelos e é desencadeada por fatores de ordem genética e hormonal. Apesar do termo “andro” se referir ao hormônio masculino, na maioria dos casos os níveis hormonais se mostram normal nas dosagens sanguíneas. “O que ocorre na alopecia androgenética é uma hipersensibilidade de receptores hormonais no couro cabeludo, levando ao afinamento progressivo do fio de cabelo”, esclarece a médica. Apesar de ser mais comum entre o sexo masculino, a alopecia androgenética também pode afetar as mulheres (estima-se que 5% das mulheres apresentam a doença).

A queixa mais frequente nesta forma de alopecia é a de que os cabelos vão ficando cada vez mais finos e, progressivamente, o couro cabeludo vai ficando mais aparente. Nas mulheres, a perda de cabelos é mais difusa e pode haver associação com irregularidade menstrual, acne, obesidade e aumento de pelos no corpo. Nos homens, as áreas mais acometidas são a região posterior (“coroa”) e a região frontal (“entradas”).

Eflúvio telógeno

Outra causa comum de queda de cabelo é o “eflúvio telógeno”. Este pode estar associado a doenças sistêmicas, fatores estressores, pós-parto, febre, infecções, cirurgias, entre outros. Clinicamente, o paciente apresenta uma rarefação difusa dos cabelos. “O que ocorre é que esses eventos, ou gatilhos, podem converter um percentual maior de fios para a fase de queda. Sendo assim, ao invés de termos 100-120 fios caindo diariamente, temos 200-300 fios, dependendo do paciente e da causa do eflúvio”, disse a médica. Geralmente, a queda se inicia dois a quatro meses após o fator desencadeante, por exemplo, 2 a 4 meses após o parto. Em geral, 70% dos casos têm o agente descoberto, porém nos 30% restantes a causa acaba por não ser definida. Além da queda de cabelo acentuada, este tipo de alopecia não costuma apresentar nenhum outro sintoma associado, mas outras doenças do couro cabeludo podem coexistir, como a dermatite seborreica, e agravar o quadro.

Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença inflamatória que também provoca queda de cabelo. Diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, com participação de fatores genéticos e autoimunes. A apresentação típica é de falhas circulares de cabelo, que podem ser únicas ou múltiplas. A extensão dessa perda varia, sendo que, em alguns casos, poucas regiões são afetadas, enquanto em outros, a perda de cabelo pode ser maior. “Há casos raros de alopecia areata total, nos quais o paciente pode perder todo o cabelo e, em alguns casos, inclusive os pelos do corpo, quando é denominada alopecia areata universal. Felizmente, esses casos são raros”, salienta a dermatologista. A alopecia areata não é contagiosa e fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar o quadro. A evolução da alopecia areata é imprevisível, mas sabe-se que o cabelo sempre pode crescer novamente, mesmo que haja perda total. Isso ocorre porque a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos por um processo inflamatório.

Tratamentos

A boa notícia para quem sofre com a perda de cabelo é que existem inúmeras opções de tratamento. Dentre as opções terapêuticas estão os mais diversos medicamentos tópicos e orais. Além disso, vários procedimentos podem ser realizados em consultório médico, como a mesoterapia capilar, por exemplo. Nos casos mais avançados, o transplante capilar pode ser uma alternativa.

Para saber mais sobre o tratamento adequado, é necessário consultar um médico para avaliar as características e investigar as prováveis causas do problema.

Não se automedique, procure sempre ajuda toda vez que sentir mudanças na quantidade de cabelo ou padrão de queda.

Colaborou

Layla Baroncello Locatelli

Médica (CRM/RS 39124)

Graduada pela Universidade Federal de Pelotas, possui residência médica em cirurgia geral e pós-graduação em Dermatologia Clínica e Cirúrgica

 

 

 

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