Laísa Veroneze Bisol

Ao retornar para o Brasil, Laísa terá mais um período para concluir a tese e, por consequência, o doutorado

Publicado em 16/05/2019.

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Santiago de Compostela é uma cidade do noroeste de Espanha, internacionalmente famosa como um dos destinos de peregrinação cristã mais importantes do mundo, cuja popularidade possivelmente só é superada por Roma e Jerusalém. E é lá, a 9.051 quilômetros de Frederico Westphalen, que a jornalista Laísa Veroneze Bisol, de 30 anos, desembarcou em março, para viver uma das mais enriquecedoras experiências da sua vida.    

 

O destino

No ano de 2011, Laísa teve a oportunidade de estar na capital da Espanha, em Madrid, quando foi participar da Jornada Mundial da Juventude. Já naquela ocasião, encantou-se pelo país. “Como foi uma estadia muito rápida, de uma semana, e com o objetivo específico do evento, sempre tive o desejo de retornar e conhecer mais, até porque a Espanha possui uma diversidade cultural enorme, e isso me fascina. Além disso, na Espanha há universidades com um nível de pesquisa muito avançado, o que despertou meu interesse em buscar a complementação de minha formação acadêmica. Desde que pensava em seguir os estudos através do doutoramento, tinha em mente a importância de realizar uma etapa da investigação fora do país, para ter uma vivência de um contexto totalmente diferente, além de, claro, uma formação que agregasse aos meus objetivos enquanto pesquisadora”, conta Laísa, que deve ficar em Santiago de Compostela até setembro.

 

Doutorado

Laísa é formada em Comunicação Social-Jornalismo, na UFSM-FW, tem Mestrado em Letras-Literatura Comparada, pela URI/FW, e está em andamento com o seu Doutorado em Letras-Estudos Literários, pela UFSM-Santa Maria, e em Comunicación e Información Contemporánea, na Universidade de Santiago de Compostela. “Desenvolvo em minha tese questões que permeiam a relação entre o jornalismo e a literatura. Na UFSM, o foco de minha formação é na Literatura, então, busquei, entre as universidades espanholas, uma que pudesse contribuir com a minha pesquisa no âmbito da comunicação, assim, as duas áreas estariam contempladas. Assim, escolhi a Universidade de Santiago de Compostela, pois, além de possuir uma linha de pesquisa que está em acordo com os meus estudos, encontrei um professor orientador que investiga o jornalismo literário, é, inclusive, autor premiado de diversas obras. Após a análise do meu projeto de pesquisa e do meu histórico e perfil acadêmico fui aceita por ele e pela universidade para desenvolver parte da minha tese aqui”, explica.

 

Família

Muito ligada à família, Laísa conta que a maior dificuldade de estar a milhares de quilômetros da sua terra natal é lidar com a saudade dos pais, Altair Bisol e Beatriz Bisol, a quem ela sempre foi muito apegada, assim como as irmãs Myrian e Marcia, os sobrinhos e cunhados. “Minha família é a força para continuar, dividir as alegrias e enfrentar as dificuldades. Nos falamos todos os dias, por chamada de vídeo, e quando não é possível, pelo menos trocamos mensagens, estamos sempre em contato”, diz a jornalista, lembrando que quando tem um tempo dos estudos aproveita para fazer passeios e conhecer a cidade, fotografando para mostrar à família, inclusive, fez o tão famoso caminho de Santiago de Compostela.

 

Próximos passos

Ao retornar para o Brasil, Laísa terá mais um período para concluir a tese e, por consequência, o doutorado. Depois, pretende seguir o seu grande objetivo, que é a docência. “Sempre fui apaixonada pelo jornalismo e, também, pela sala de aula. Tive a oportunidade de ministrar aulas no curso de Letras da URI/FW, através do Parfor, e atuei como professora-substituta nos cursos de Jornalismo e Relações Públicas da UFSM-FW. Essas experiências confirmaram o meu amor pela docência, o quanto anseio fazer isso pelo resto da vida, por isso que estou buscando a melhor formação que for possível. Para a Espanha pretendo voltar, há uma possibilidade de defender minha tese aqui. Além disso, penso em fazer um pós-doutorado ou outras formações, talvez em outros países. Essas experiências sempre acrescentam muito. Mas como sou bastante ligada às minhas origens, a ideia é sempre voltar ao Brasil”, finaliza.

 

Texto: Suseli Cristo

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