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Caso Bernardo

Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Evandro e Edelvânia Wirganovicz foram julgados em Três Passos

Publicado em 15/03/2019, última alteração em: 15/03/2019 21:14.

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Serrano Nº11

Enquanto a juíza, Sucilene Engler Werle lia as penas de Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia e Evandro Wirganovicz, palmas e gritos de “Justiça” em frente ao Fórum de Três Passos eram ouvidos. Os quatro foram julgados em júri popular que iniciou na segunda-feira, 11, e teve o seu desfecho nesta sexta-feira, 15, com a condenação de todos os acusados de assassinar Bernardo Boldrini, aos 11 anos de idade. 

As condenações: 

Leandro Boldrini: 33 anos e oito meses. Por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

Graciele Ugulini: 34 anos e sete meses. Por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Edelvânia Wirganovicz: 23 anos. Por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Evandro Wirganovicz: 9 anos e seis meses. Por homicídio simples e ocultação de cadáver.

Este último cumprirá pena em regime semiaberto. 

 

O Caso Bernardo – como foi tratado desde o dia 14 de abril de 2014 quando o cadáver da vítima foi encontrado em uma cova no interior de Frederico Westphalen – atingiu grandes proporções e comoveu uma nação, sendo o primeiro júri televisionado em tempo integral no país, considerado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ/RS) como o de maior repercussão no Estado. O julgamento aconteceu em Três Passos, onde a família morava, entre a segunda-feira, 11, e a sexta-feira, 15.

O que choca quem acompanhou o caso é que, ainda com vida, Bernardo procurou ajuda, antevendo seu cruel fim. Algo incomum de acontecer foi visto em Três Passos, quando o menino foi até o Ministério Público (MP) solicitar para não morar mais com o pai, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini.

Relatando uma vida de indiferença e abandono por parte dos seus responsáveis, a criança revelou detalhes da sua rotina. No entanto, como não havia violência física, o Conselho Tutelar não interviu de forma imediata e tentou a reaproximação (sem êxito). Alguns dias depois, Bernardo foi encontrado morto.

Após o falecimento, em 4 de abril de 2014, o MP apurou que Leandro foi o mentor intelectual do crime. Ele e a companheira Graciele não queriam dividir com Bernardo a herança deixada pela mãe dele, Odilaine Uglione (falecida em 2010), e o consideravam um estorvo para o novo núcleo familiar. O casal, conforme denúncia, ofereceu dinheiro para Edelvânia Wirganovicz ajudar a executar o crime.

Antes disso, Bernardo, não sabendo do plano, aceitou ir, em 4 de abril de 2014, até Frederico Westphalen com a madrasta para ser submetido a uma benzedeira. O menino acabou morto por uma superdosagem de Midazolan. Seu corpo foi enterrado em uma cova vertical, aberta, conforme o MP, por Evandro Wirganovicz (irmão de Edelvânia).

Leandro ainda teria feito um falso registro policial do desparecimento de Bernardo, três dias após.

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