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Unopar nº 9

HDP

Diante dos fatos, Ministério Público convocou reunião coletiva

Publicado em 06/12/2018, última alteração em: 06/12/2018 17:00.

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Serrano Nº11

Uma eventual paralisação de médicos que atuam em partos no Hospital Divina Providência (HDP), fez com que o Ministério Público convocasse uma reunião coletiva nesta quinta-feira, 6, na Promotoria de Justiça de Frederico Westphalen. O intuito foi negociar com os médicos que realizam o sobreaviso e os municípios que utilizam do serviço na casa de saúde, uma forma de pagamento pelas Prefeituras, tendo em vista a insuficiência de recursos para manter os partos no HDP.

- Nosso hospital de FW, se depender só da verba do Sistema Único de Saúde (Sus) e que está em atraso há alguns meses, irá quebrar. Tentamos manter um nível altíssimo de procedimentos como se fosse um centro enorme. Único jeito é o município das regiões que se utilizam desse serviço é nos ajudar financeiramente. O trabalho médico quase dobra com os municípios da região sendo atendidos no hospital – disse o diretor-clínico do HDP, Jorge Alan Sousa.

De acordo com o informado pelo titular da 19ª Coordenadoria Regional de Saúde, Fernando Panosso, a situação é explicada por uma resolução do Ministério da Saúde que determinou a regionalização dos partos dos SUS. “Ante a insuficiência de recursos financeiros disponibilizados pelo Estado, há a necessidade da contrapartida dos municípios. Isso já acontece com a Prefeitura de Frederico Westphalen”, informou.

Conforme o informado pela direção do hospital, um parto custa cerca de R$ 1,5 mil. O total disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é de R$ 500.

Para o prefeito de Iraí, Antônio Vilson Bernardi, a questão é preocupante porque as gestantes não devem ficar sem atendimento. “O município não tem de onde tirar e o hospital não tem como fazer. A minha proposta foi de em 90 dias criarmos uma outra situação. Os governos Federal e Estadual impõem e tudo cai no colo dos municípios. Isso não é justo. Devemos nos unir e achar alguma solução com o Estado”, afirmou.

Quando à paralisação, uma nova discussão entre os médicos que atuam no hospital será realizada. Atualmente para o serviço de parto o HDP conta com cinco obstetras, três anestesistas e dois pediatras.

A audiência envolveu os promotores de Justiça, João Pedro Togni e Rodrigo Mendonça Pinto dos Santos, médicos, além de representantes do HDP, Coordenadoria Regional de Saúde e Prefeituras.

As definições da audiência:

- Pelo período de 90 dias, os municípios irão pagar o valor de R$ 0,56 por cada uma das três áreas de especialidades do sobreaviso para realização do parto por habitante, ou o valor individual de cada parto.

- O HDP irá apresentar uma planilha discriminando os valores referentes ao custo do parto, remetendo cópia ais municípios até segunda-feira, 10.

- Com o recebimento da planilha, os municípios informarão qual será a forma de pagamento até quarta-feira, 19.

 

Mais informações na edição impressa. 

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