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Unopar nº 9

Roberto Orestes Machado Torres Junior

“O início foi de muito trabalho, muitas vezes desacreditados"

SET

Publicado em 01/12/2018.

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Serrano Nº11

Uma organização brasileira reconhecida nacionalmente nos âmbitos político, social, esportivo e cultural. Essa é a Central Única das Favelas, de Frederico Westphalen (Cufa-FW), que no dia 14 de outubro deste ano completou 10 anos de atividades no município. E para marcar essa primeira década em FW, destacamos nesta edição o coordenador da ONG, Roberto Orestes Machado Torres Junior, de 31 anos.

 

O início

A Cufa em FW foi criada com o objetivo de conectar as pessoas das comunidades e lideranças, em prol do desenvolvimento social. “Hoje, por exemplo, são quase dois mil atendimentos semanais, geramos 26 empregos e estamos construindo o primeiro centro cultural da cidade, onde antes era um aterro”, destaca o coordenador, que tem formação em Educação Física-licenciatura, e traz todo o conhecimento da graduação para o desenvolvimento das atividades, com projetos de circo, dança, teatro, fotografia e informática, além de oficinas esportivas em seis escolas e na Apae.

Mas nada foi fácil no começo. Foi preciso unir forças. “O início foi de muito trabalho, muitas vezes desacreditados, mas creio que isso nos preparou para chegar onde estamos hoje. No início éramos todos voluntários – meu pai, eu e mais quatro amigos –, hoje também conseguimos gerar emprego e renda. Somente em FW, atendemos aproximadamente 700 crianças e adolescentes. Há quase 10 anos contamos com a parceria da Arbaza Alimentos e hoje fizemos muito juntos. Sempre tive a percepção de conectar a iniciativa privada com as causas sociais e encontramos aí a parceria para viabilizar a realização de muitos sonhos”, frisa o coordenador, que em suas decisões sempre tem o apoio dos pais, Roberto e Neide, e da irmã Bruna.

 

Expansão

Com a pretensão de ampliar suas formas e possibilidades de expressão e alcance, Torres Junior quis ir além de FW, e levar as oficinas e todo o trabalho desenvolvido em FW para outros municípios da região. Em Alpestre há cinco anos, a ONG desenvolve ações nas escolas, oficinas de circo, dança, futebol e reforço escolar, com aproximadamente 700 atendimentos semanais, além da Apae. Em Seberi, atua através do programa Estação Juventude 2.0, o primeiro em atividade no Estado do RS. São ofertadas, de forma gratuita, aulas de violão, futsal, informática, artes marciais e zumba, além de artesanato. O programa tem duração de 20 meses e atende, atualmente, cerca de 200 jovens, com idades entre 15 a 29 anos. “Queremos expandir ainda mais. No momento estamos nos organizando para ampliar as atividades para Itatiba do Sul, Nonoai e Águas de Chapecó (SC)”, conta Torres Junior.

   

Centro cultural

No próximo dia 16, Torres Junior verá a realização de mais um sonho se concretizar. Depois de muito empenho, idas a Porto Alegre, e oito meses de um árduo trabalho, será inaugurado em FW, o Centro Cultural Leonir Angelo Balestreri, considerada a maior obra pública a ser aberta neste ano. “Ainda hoje não caiu a ficha, parece um sonho, mas que levamos como missão de vida esse projeto. Trabalhamos muito durante toda a obra e agora vamos abrir as portas para a comunidade. Para o dia está confirmado show com o grupo de RAP Rafuagi, com a banda Libertarte e show nacional com MV Bill. Outras atividades ainda serão definidas nos próximos dias. Se acreditarmos em nossos sonhos, podemos realizar. O centro cultural é a prova disso”, finaliza.

 

(Texto: Suseli Cristo)

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