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Unopar nº 9

Estela Gelain Junges Laporte

Tenho um longo caminho pela frente, e isso me faz feliz

Publicado em 24/11/2018.

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Serrano Nº11

Não é de hoje que sempre que alguém vê um médico ou um jovem cursando Medicina logo pergunta: “Por que você escolheu Medicina?”. Para a iraiense Estela Gelain Junges Laporte, 43 anos, essa pergunta nunca falta, inclusive nós a questionamos do porquê desta escolha. “Desde minha lembrança mais antiga, sempre quis ser médica”, prontamente ela nos respondeu. 

O sonho de se tornar um médico – aquele super-herói imaginário que se veste de branco e salva vidas – geralmente se inicia na infância, com algum tipo de experiência vivida que impulsiona o pensamento e o coração, imbuídos do propósito de ajudar o próximo. E assim você decide: pronto, quero ser médico. E com Estela não foi diferente. “Sou feliz com minha profissão! Realizada com o que faço e com a vida que escolhi. Sou grata por poder ajudar e fazer a diferença na vida de tantas pessoas ao longo desses anos”, relata a filha dos advogados Lauri Junges e Eva Otilia Gelain Junges. Inclusive, foram dos pais, que ainda residem em Iraí, e do irmão, Gabriel, que mora no Tocantis, que ela teve o incentivo e o apoio para seguir a carreira que sempre almejou.

 

A Medicina e a família

Estela Gelain Junges Laporte formou-se em Medicina na Universidade Católica de Pelotas (UCPEL), em 2001. Fez Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre; Residência Médica em Mastologia, no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo; e habilitação em Mamografia.

Hoje, ela atua como ginecologista e mastologista na cidade mineira de Juiz de Fora. Atende em seu consultório e realiza cirurgias de mama no Hospital Monte Sinai. No Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), faz também ambulatório de ginecologia com os alunos e residentes, e atua na Imagem da Mulher, fazendo os laudos dos exames de mamografia e realizando biópsias e marcações pré-cirúrgicas. Mas, no meio da correria, ela sempre tem um tempinho para o esposo, o médico mastologista Bruno Laporte, e para a pequena Bruna, de seis anos. “Conheci meu marido durante um estágio que fiz no Instituto Europeu de Oncologia, em Milão/Itália, no ano de 2008, no serviço de Mastologia. Na época, ele morava lá e trabalhava no instituto (fellow), também no serviço de Mastologia. De volta ao Brasil, moramos dois anos em São Paulo e, em 2011, nos mudamos para Juiz de Fora, sua cidade natal, e onde ele também já atuava profissionalmente. A adaptação foi muito fácil, pois ganhei uma família maravilhosa quando casei e vim para cá. Apesar da correria da profissão sempre temos tempo para nós três e também para os familiares que moram em outras cidades”, frisa.

Inclusive, Estela faz questão de manter essa proximidade e afetividade com o pais, e frequentemente vem visitá-los em Iraí. “Umas três a quatro vezes por ano vou para Iraí com minha família, e meus pais também vêm com essa frequência para Minas”, relata, completando que tem muitas lembranças da região. “Tenho muita saudade! Fiz meu ensino médio na URI, então além dos meus pais em Iraí, deixei muitos amigos aí, e com vários ainda mantenho contato”, comenta.

 

Conhecimento

Apesar de toda sua experiência, Estela é daquelas que está sempre em busca do conhecimento, se atualizando na área, afinal, a Medicina está em constante evolução. “Agora estou fazendo uma pós-graduação em Preceptoria em Saúde, com o intuito de melhorar a assistência e orientação de residentes e alunos que tenho contato no Hospital Universitário. Em 2019, iniciarei o mestrado. Trabalhar na área oncológica nos ensina muito a respeito de amor, de cuidado, de respeito. Tenho um longo caminho pela frente, e isso me faz feliz”, finaliza.

 

Texto: Suseli Cristo

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