Construção Civil

Agilidade e economia da obra são os diferenciais da laje nervurada e alvenaria estrutural

Publicado em 10/10/2018, última alteração em: 10/10/2018 20:00.

Por: Priscila Silveira



Se você mora em um prédio, provavelmente ele foi construído de uma forma mais tradicional, que inclui uma laje treliçada com peças cerâmicas na base e, estruturando a edificação, estão as vigas e pilares. Para esse caderno, visitamos duas obras em Frederico Westphalen que fogem um pouco desse padrão e utilizam como método construtivo a laje nervurada e a alvenaria estrutural.

Com o objetivo de entender e conhecer o sistema da laje nervurada, visitamos três vezes a obra do Central Park, em Frederico Westphalen. A obra surpreende logo de início, por ser limpa, sem acúmulo de sujeira ou grandes entulhos para descarte. Esse detalhe já evidencia uma de suas vantagens, relacionada ao não desperdício de materiais.

Quando olhamos para o teto, a laje nervurada parece uma “caixa de ovos”. Esse formato é dado pelas cubetas, uma espécie de molde plástico que pode ser reutilizado mais de 150 vezes, tornando a obra mais sustentável e econômica – apesar do considerável investimento para aquisição dos moldes. As cubetas permitem que a laje seja mais leve que as tradicionais, pois utilizam menos concreto e madeira.

A obra possui rapidez na execução, sendo que de acordo com o mestre de obras, Hilton Arens, em aproximadamente 30 dias uma laje está pronta para receber a próxima. Além disso, o formato de “caixa de ovos” torna o ambiente excelente em termos de isolação térmica e acústica. E, por ser uma laje mais leve, não precisa de muitos pilares, o que garante vantagens arquitetônicas, com vãos livres maiores e possibilidades para planejar os ambientes.

O outro método construtivo visitado foi o de alvenaria estrutural de bloco cerâmico, no edifício Henrique Caovilla, em Frederico Westphalen. Nesse sistema, de acordo com o responsável técnico da construtora, o arquiteto e urbanista Diego Bertoletti da Rocha, as paredes da edificação fazem a função estrutural, não sendo necessárias as vigas e pilares para a sustentação. “O andar térreo possui apenas pilares que são chamados de “pilotis” e terminam na laje do primeiro pavimento, que suporta toda a carga dos andares. Sem pilares nos demais pisos, a estrutura se dá por meio do grauteamento de barras de ferro, que são dispostas em locais específicos das alvenarias, suportando assim as cargas da edificação. E, unindo as lajes na alvenaria, se utilizam treliças metálicas dentro de blocos cerâmicos de formato “U” ou “J”, que funcionam como o vigamento da estrutura”, diz Rocha.

Na alvenaria estrutural, a agilidade da obra e baixo desperdício também são um diferencial. As instalações elétricas e hidráulicas são projetadas para que a tubulação e fiação sejam inseridas dentro dos tijolos, sem a necessidade de fazer cortes nos blocos cerâmicos, o que gera economia de tempo e material, além de reduzir o entulho gerado em obra. Esse método utiliza uma laje maciça, com 10 centímetros; entretanto, o sistema não permite muitas alterações arquitetônicas, já que as paredes são a base da estrutura. Para deixar um pavimento de 450 metros quadrados pronto leva aproximadamente 25 dias.

As duas obras visitadas são da Construtora e Incorporadora Quatrin. Os sócios-proprietários, Francisco e Henrique Quatrin, explicam que os diferentes métodos construtivos utilizados pela empresa garantem excelentes resultados, sendo que cada método é aplicado para determinado público. “A laje nervurada é de alto padrão, para empreendimentos com investimentos mais altos e diferenciais arquitetônicos, sendo o Central Park o primeiro prédio da região com essa metodologia. O sistema é amplamente utilizado em centros maiores, em edifícios comerciais, corporativos ou residenciais. Já a alvenaria estrutural de bloco cerâmico é muito utilizada em regiões metropolitanas, para construção de prédios residenciais, englobando todos os mercados, por ser tecnologia facilmente empregada e adaptável a outros sistemas, além de ter uma excelente qualidade e agilidade na obra”, conclui Francisco Quatrin.

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