Vitrola projeta distribuir 50 milhões de envelopes de figurinhas da Copa do Mundo 2026
No Jogada Ensaiada Extra, Ramir Severiano afirma que a empresa investiu R$ 15 milhões na logística para distribuição nacional do álbum da Copa 2026 com a Panini
A Vitrola Editora e Distribuidora, com sede em Frederico Westphalen, participa da distribuição nacional do Álbum Oficial da Copa do Mundo 2026 em parceria com a Panini. O assunto foi abordado pelo fundador e CEO da empresa, Ramir Severiano, em entrevista ao podcast Jogada Ensaiada Extra, do jornal O Alto Uruguai, nesta quinta-feira, 7.
Segundo Severiano, a Vitrola será responsável por aproximadamente 15% da distribuição nacional da coleção. A empresa projeta comercializar 50 milhões de envelopes de figurinhas e cerca de 1,6 milhão de álbuns durante o período da competição.
A coleção reúne 980 cromos distribuídos em 112 páginas, contemplando as 48 seleções participantes da Copa do Mundo 2026. Cada envelope contém sete figurinhas.
Planejamento antecipado
De acordo com Severiano, a preparação para a operação iniciou ainda em 2025, após a experiência obtida na edição anterior da Copa do Mundo.
“Nós começamos a negociar ainda no ano passado. A Panini vem se preparando há cerca de dois anos para essa edição”, afirmou.
O empresário relatou que a demanda registrada em 2022 serviu como referência para ampliar a estrutura da empresa. Segundo ele, a expectativa inicial era adquirir 30 milhões de envelopes, mas a projeção foi ampliada durante as negociações com a Panini.
“O planejamento inicial era de 30 milhões de envelopes, mas entendemos que o mercado teria capacidade maior de absorção e ampliamos a compra”, disse.
Conforme Severiano, a Vitrola já comercializou cerca de 10 milhões de envelopes desde o início das vendas.
“Conforme os produtos chegam, praticamente saem no mesmo dia. Existe uma demanda muito forte em várias regiões do país”, destacou.
Ampliação logística
Para atender à operação nacional, a empresa inaugurou um centro de distribuição em Nova Odessa (SP), antecipando um investimento que estava previsto para ocorrer após a Copa do Mundo.
Segundo Severiano, a estrutura foi criada para garantir maior agilidade no abastecimento dos clientes e ampliar a capacidade operacional da empresa.
“Nós praticamente dobramos a logística. Foi um investimento importante para atender a demanda da Copa e também preparar a empresa para os próximos anos”, afirmou.
O investimento total realizado pela Vitrola, conforme o empresário, foi de R$ 15 milhões. A empresa atende atualmente cerca de 5 mil lojas em mais de 1,2 mil municípios brasileiros, atuando em supermercados, farmácias, lojas de conveniência e outros pontos alternativos de venda.
A distribuição também alcança regiões fora do Sul do país. Segundo Severiano, há entregas sendo realizadas para cidades do Nordeste e do Centro-Oeste, incluindo operações via transporte aéreo.
Mercado e expansão
Durante a entrevista, Severiano afirmou que a Vitrola já possuía relação comercial consolidada com a Panini antes da operação envolvendo o álbum da Copa do Mundo, especialmente na distribuição de mangás e revistas.
Ele também destacou que a empresa atua há anos em modelos alternativos de comercialização de livros e produtos editoriais, especialmente em municípios sem livrarias.
“Mais de 80% das cidades brasileiras não possuem livrarias. Nós buscamos ocupar esse espaço levando produtos para supermercados e outros pontos de grande circulação”, afirmou.
Segundo o empresário, a ampliação da atuação nacional ocorreu após a empresa deixar o segmento de CDs e DVDs e migrar para o mercado editorial.
“Nós já fomos um dos maiores distribuidores de CDs e DVDs do país. Depois, passamos a atuar fortemente no segmento de livros e produtos editoriais”, disse.
Cultura das figurinhas
Durante a entrevista, Severiano também comentou o impacto cultural do álbum de figurinhas e a tradição da troca entre colecionadores.
Segundo ele, o produto mantém a interação entre crianças, jovens e adultos mesmo com o avanço das plataformas digitais.
“A figurinha cria relacionamento e interação entre as pessoas. Isso atravessa gerações”, afirmou.
O empresário destacou ainda que a empresa promove pontos de troca de figurinhas aos sábados na sede da Vitrola, em Frederico Westphalen, reunindo colecionadores de diferentes idades.
“Existe toda uma interação em torno disso. As pessoas se encontram para trocar figurinhas e completar o álbum”, disse.
Severiano também relatou que o Brasil é atualmente o principal mercado consumidor dos produtos da Panini relacionados à Copa do Mundo, superando inclusive países europeus.
“O Brasil hoje é o maior consumidor desses produtos. Existe uma tradição muito forte ligada ao álbum da Copa do Mundo”, afirmou.
Fonte: Jornal o Alto Uruguai